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“Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes”

21/09/2011

Poema Inspirado na frase do Poeta Ricola de Paula

 

Brinco de quatro cantos

Pulando entre as palavras

Norteio-me com frases lépidas

Tomando o Sul por assalto.

Descanso delas no leste

Embrenhando-me num silêncio sem igual…

Assim vou compondo minha vida

Bordando  por cima das feridas,

Rosas em ponto cruz.

Nas entrelinhas

Roubo palavras alheias

Fascinada pelo seu brilho de ouro

Noutras, ofereço frases soltas

Para quebra cabeças mirabolantes

No oeste encontro a esfinge de mim

Solta de seu sorriso enigmático, perguntas absurdas

Só para testar A inspiração, A respiração e A piração.

As palavras dançam no ar

São pirilampos a iluminar os caminhos sem volta,

Os abismos medonhos

E as trilhas sonoras encobertas por sombrias matas virgens.

Fico perdida entre tantas

Novas, belas, diferentes, salteadas, caóticas, maltrapilhas, sonoras, sombrias…

Embriagada com a Poesia

metrificada,  desmetrificada,  petrificada

Deliro e invento algumas

Gesto outras para nascer de novo

E mato muitas para renascer…

No momento, “Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes” .

 

Elizabeth de Souza  

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Filed in: Elizabeth de Souza, Esoterismo, Filosofia, Literatura

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