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2012 (2012)

2012 (2012)
De Roland Emmerich, 158 min

2012
Ação / Ficção Científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich
Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover, Thomas McCarthy

Hollywood adora filmes que falam da destruição do mundo… e quem mais gosta deste gênero é sem dúvida o alemão radicado nos EUA, Roland Emmerich. Depois de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã (além de Godzilla), agora é a vez de 2012. E, como nos filmes anteriores, o que conta mesmo aqui são os incríveis efeitos especiais, que são mais do que impressionantes, já o roteiro e as atuações… bem, quem vai assistir a um filme deste tipo não está muito interessado numa história bem contada e atuações convincentes, quer mesmo é ver imagens de cair o queixo, e nisso não se pode negar, 2012 é um prato cheio. Os efeitos visuais e sonoros da Double Negative são  dignos de bater de frente com a ILM de George Lucas, e prevejo uma bela briga pelo Oscar da categoria, entre Transformers, 2012 e claro, o favorito Avatar, de Jim Cameron. Nem numa briga de torcidas uniformizadas de futebol já se viu uma destruição de tal magnitude, como vemos nesta nova produção de Emmerich… são terremotos e tsunamis tão devastadores que fazem as mais de duas horas e meia do filme passarem despercebidas.

O roteiro é do próprio Emmerich, em parceria com o austríaco Harald Kloser (a dupla já havia trabalhado junta no descartável “10.000 a.C.”), e a trama é a seguinte: no calendário da antiga civilização Maia, o último dia é o 21 de dezembro de 2012, o que levou alguns estudiosos a conjecturarem que aquela seria a data do fim do mundo para os maias. Aula de história dada, vamos ao roteiro propriamente dito. Em 2009, nosso sol começa a se desestabilizar, e as explosões em sua superfície emitem uma carga nunca vista de neutrinos, partículas essas que ocasionam o superaquecimento do núcleo da Terra, o que, em pouco tempo, acarretaria o deslocamento da crosta terrestre, dando origem a colossais terremotos, tsunamis e explosões vulcânicas. Três anos depois, a situação é crítica, e os governos sabem que o planeta está com os dias contados, mas preferem deixar a população ignorante quanto ao apocalipse que se aproxima. Alheio a tudo isso, temos o escritor fracassado e pai divorciado Jackson Curtis, vivido por John Cusack (atuando no automático). Tentando uma aproximação com os filhos, ele os leva para acampar num local que a família costumava frequentar nos bons tempos. Lá ele descobre que o lago do parque nacional não apenas secou, mas que o local está repleto de militares, que o mandam embora “para sua própria segurança”. Mas nas redondezas ele conhece o amalucado Charlie Frost (um divertidíssimo Woody Harrelson), que apresenta um programa de rádio que fala de conspirações e claro, sobre o final do mundo. A participação de Harrelson no filme rende a única atuação na película digna de elogios… uma pena que ela seja tão efêmera.

Enquanto isso, outro personagem importante na história, o geólogo Adrian Helmsley, vivido por Chiwetel Ejiofor, alerta o presidente norte-americano (Danny Glover) que seus cálculos anteriores estavam errados, e que a destruição da civilização vai começar bem antes do que se imaginava…
O personagem de Ejiofor é o esteriótipo do personagem “bonzinho” e moralista, e o presidente de Glover, claro, irá preferir ficar e morrer com seu povo do que abandoná-los. Coisas de Emmerich, que adora personagens assim, com a profundidade de um pires.
E enquanto nós, reles mortais estamos fadados à extinção, os principais líderes mundiais – além dos poderosos monetariamente – constroem secretamente “arcas” tecnológicas num local inóspito da China, para assegurar a continuidade de suas boas vidas. Alertado por Frost, Curtis tenta desesperadamente levar seus filhos e sua ex-esposa (vivida por Amanda Peet) para este local secreto no oriente, na esperança de salvá-los. As cenas de suas fugas de avião, sempre segundos antes de terremotos cataclísmicos engolirem a cidade em que estavam, são tecnicamente magníficas, mas são também repetitivas ao extremo, deixando uma sensação de déjà vu ao espectador.

Em tempo, não se anime muito com o cartaz do filme, que mostra o Cristo Redentor sendo destruído…a Cidade Maravilhosa aparece por apenas alguns segundos na trama, e ainda assim, pela televisão.

Em suma, 2012 é um filme com roteiro no máximo regular, mas é visualmente arrebatador, e vai agradar muito ao público que se interessa por incríveis cenas de ação e efeitos especiais.
Segundo as palavras do próprio diretor, este é seu último filme no gênero. Bem, assista enquanto ainda está nos cines e não se arrisque a esperar sair em DVD… vai que os maias estavam errados e o mundo acaba antes do previsto…

Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:
Sala 4: 14h10, 17h25, 20h35 (Dublado)
Sala 5: 13h05, 16h10, 19h15, 22h20 (Legendado)
Horários válidos até 03/12

Veja o site do Cinesystem >>

DALTO FIDENCIO
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Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

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