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A descarga necessária de cada dia.


Por Joka Faria

04/01/2010

Vivemos numa época estranha, onde todos nós só sabemos criticar o próximo e avaliar os defeitos dos outros, esquecemos de nosso argueiro, nossas traves. A internet está a,i balancemos esta rede espalhando soliedariedade.
Nos meus textos também caio neste senso comum. Epa!!! ai vai a influencia de meu curso de Pedagogia que estou curtindo muito em fazer.

Reclamamos do governo, xingamos nosso prefeito e a nossa torta parte só fica nos impostos?
Temos mil desculpas para não inovar em nossas vidas privadas e nunca damos a descarga necessária.
Sempre vamos ao mesmo lugar, pelo mesmo caminho, quando se tem tantas opções de caminhos. Aprendi isto com uma professora na quinta série e nunca mais esqueci.

Por isto retomo uma caminhada que faço a São Francisco, aos Domingos, acho muito mais sadio que virar a noite tomando cerveja nos bares da cidade. E mais em conta. Na vida cotidiana está o maravilhoso e o divino, vi isto num vídeo hoje à tarde, meio morrendo de sono nesta deliciosa modorra de primavera. Me veio a cabeça os livros que li de Gabriel Garcia Marques, já li dois livros deste mestre da escrita. “Memória de minhas putas tristes” e outro título ainda não me veio a memória.

Como faz bem ler um romance ou um bom filme. Preciso replanejar o tempo que tenho, ando a fazer uma hora de caminhada cada dia. Um caminho contado no relógio e o peso sempre os mesmos atuais 90 kg. Que dureza! Aos poucos, devo emagrecer, tenho fé em mim mesmo. E o que nos falta hoje em dia é termos fé em nos mesmos. Rasguemos nossos livros de auto ajuda e voltemos a boa e velha literatura. Devemos achar os novos sem deixar os clássicos para traz.
Minha pilha de livros nunca acaba, sempre tenho bons livros a ler e os leio, dei uma interrompida em “Brida” de Paulo Coelho não tenho nenhum preconceito em relação a este autor, mesmo não sendo um clássico, um Cervantes, mas é a escrita de hoje. Assisti um documentário sobre Julio Verne, o qual li muitos livros na adolescência, o cara era Best Seller no século dezenove e não teve uma vida tão conturbada assim, ele criou a ficção científica. Eu lia Edgar Allan Poe, um grande mestre que preciso reler, pois sempre reinterpletamos um livro, uma música, um poema, etc.

Amanhã é domingo e irei caminhar rumo ao abismo.
Mas a vida é cheio de ABISMO, precisamos aprender a voar. E saltaremos! Seremos pássaros longe, bem longe das gaiolas. Em casa há três que tento soltar, mas não me deixam. Um dia eles fugirão!

Ontem vendo um pedaço do Repórter Record vi uma bela imagem de um ritual inca, para um jantar. As mulheres matando os animais e depois rezando para eles.
Oh, como estamos distantes do divino neste mundo de Matrix… Vou é arrumar uma rede, achar uma arvore e deitar numa tarde calorenta, dormir para criar minhas histórias. Quando sonhamos temos várias histórias que estamos vivendo. Eu nesta tarde, após as seis horas, era um tipo herói e bandido ao mesmo tempo. De repente criava presentes para as pessoas e ai acordei.

A avenida está silenciosa neste fim de Sábado… Algumas pessoas dormem e outras escrevem. Como é delicioso escrever à noite, vou criar esta hábito. No mais aos leitores um bom domingo e que os anjos digam amém e estarei numa cachoeira qualquer em plena Serra da Mantiqueira, onde um dia terei minha casa em forma de vagina.

Beijos incendiários nesta noite de um sábado que se finda…

João Carlos Faria

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Filed in: Filosofia, Joka, Literatura

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