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A prima Vera


Por Joka Faria

26/12/2009

Finalmente nesta noite de terça-feira já na Primavera, ai minha prima Vera, há quanto tempo não há vejo.
Época em que tomamos banho de cachoeira. Nadamos nus em Ilha Bela… Fazemos a poesia ao por do Sol. Tem horário de verão e chuva sem hora marcada.

É Vera… quero te desnudar atrás de uma arvore num parque da cidade. Recitar poemas na beira do lago. Ver a Lua Cheia nascer. Dançar com índios … Viajar num portal e ver o banhado, um mar… É Prima Vera quero tirar tua roupa e te amar a noite toda, numa ALCOVA qualquer.

Fazer minhas performances pelas cidades deste planeta Terra … O mundo é nosso, vamos desfrutá-lo, enquanto temos vida … Somos uma grande arvore … Somos os pássaros … É Primavera! façamos amor longe de computadores, não quero masturbações eletrônicas … Entrar em XXX. Quero sua quase alma e seu corpo, ó mulher, ó Vera!

Minha Vera que são todas as mulheres e uma só … Como cantava Solfidone, que está num inverno glacial.
É Vera, vamos nos amar nas noites enquanto não chega o Verão… venha minha nossa Vera.

Enquanto Chico Buarque não lança um novo CD, ouçamos nosso silencio… Quero ouvir o bater de seu coração… Enquanto nossos corpos unidos e fazemos um só mantra…

Que os Deuses e Deusas me ouçam e te tragam para mim Ó Verá… Minha doce Primavera!

João Carlos Faria

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Filed in: Filosofia, Joka, Literatura

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