07/03/2011
A Revolta do Sol
O cotidiano carrega em seu bojo, a cegueira
Não enxergamos as erupções solares
As erupções na pele
Que brotam sorrateiras
As sagacidades distanciam a realidade
Essa, que nos consome tornando-nos assassinos
Matamos todos os dias cada um de nós
E os nós
Das nossas gargantas entaladas
Pelo ódio, pela ira, pelo desgosto
E pelos agostos inúteis
Que se estendem e não acabam jamais
Tornando a existência tão longa
Como a eternidade
E continuamos os mesmos
Movidos pelos nós
Que não nos revelam
E continuamos com os nós
Que nos revoltam por ser tão pouco
Quase nada!
Elizabeth







OKA – joão carlos faria em 08/03/2011 às 23:49 disse: Oi belo poema quando teremos um livro seu em nossas mãos? Beijos incendiários …