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Adão Silvério – Artista Plástico

18/12/2009
Adão Silvério, pintor primitivista nasceu em Redenção da Serra, pequena cidade do interior de São Paulo.

Sua pintura espontânea não se liga a nenhuma tendência acadêmica mas flui em liberdade carregando fascínio a todos que a apreciam encantados.

Expressa em suas obras, as suas experiências e vivências de homem simples do interior, de espírito forte e marcante. Sua espontaneidade caminha lado a lado com a busca autodidata, comunicando beleza e uma sensibilidade própria e peculiar.

A sua ligação com a natureza, os mitos, o folclore, assim como o cotidiano de homem simples transforma-se em cores vivas e expressivas. As formas encantadas levam os que a apreciam a um mundo mágico que não tem explicação. Conecta o apreciador de forma involuntária ao mundo dos arquétipos. Sua obra simbólica e profunda leva à reflexão do simples e complexo que estão interligados na arte Naíf.

A arte Naíf é a denominação teórica que criaram para os artistas que pintam com o pincel autodidata, de forma simples, espontânea, sem levar em consideração os conceitos e regras acadêmicas, no entanto não deixam de cumprir com os requisitos necessários à forma, para espanto, admiração e respeito por suas obras valiosas em conteúdo, traços e cores inconfundíveis.

Adão Silvério consagrado pela crítica e conhecido internacionalmente tem suas obras em museus e coleções particulares no Brasil e no exterior.


Leia abaixo as críticas a respeito da obra de Adão Silvério:

“No Brasil existem milhares de pintores e outros artistas plásticos, todos preocupados em levar adiante o seu ideal de beleza e sua visão estética específica. Alguns obtêm muito sucesso e outros passam o resto de suas vidas à sombra do reconhecimento público. Todos, porém, fazem parte da grande família artística brasileira e as várias nuances, que podem até ser opostas entre si, no conjunto, formam o mosaico da contribuição brasileira de Artes Plásticas.

Adão Silvério pertence a uma espécie de artista muito em voga no Brasil mas ainda insuficientemente avaliados pela crítica. São chamados de ínsitos, primitivistas ou naíf. Não importa a denominação teórica. O que vale é a sua contribuição para a Arte no Brasil. Acontece que os olhos da maioria dos artistas e críticos do Brasil estão voltados para a produção erudita internacional. E são poucos os que conseguem competir em de pé de igualdade, sendo que raramente obtêm algum êxito no exterior. Em qualquer país do mundo, em primeiro lugar se prestigia a arte local – com seus artistas e suas maneiras de ver a realidade e , somente depois é que vão dirigir sua atenção para os de fora. E, nesses casos, escolhem em primeiro lugar os grandes centros culturais do 1º mundo. Países como o Brasil costumam ficar para a retaguarda. No entanto, quando resolvem examinar regiões como a nossa, são os artistas simples, os que mostram a vida diária do povo – suas alegrias e tristezas, estes são os que melhor podem representar o Brasil no estrangeiro.

Adão Silvério ocupa um lugar privilegiado nesta avaliação. Oriundo do Vale do Paraíba, nascido em Redenção da Serra, pequena cidade que foi engolida por uma das barragens da região, ele procurou apresentar as paisagens e cenas típicas de sua infância. Desta sua preocupação em salvar a memória regionalista, Adão se transformou em breve em um artista consciente de seu papel. Pintando há 20 anos, ele foi aprimorando sua técnica e conteúdo de uma maneira natural como um contador de histórias populares que consegue cativar seu público porque sempre ressalta um ângulo diferente da mesma história. E a história de Adão Silvério é a vida multiforme do homem, do caboclo do interior paulista. É um mundo inesgotável com festejos, colheitas e reuniões circulando em torno da existência humana.

A execução de suas obras é primorosa, luminosa e cheia de conteúdo humano. Cada quadro seu é um apelo para os nossos sentimentos mais íntimos. É aquilo que gostaríamos de ter sido. O tempo e os condicionamentos de nossa vida atual, no entanto, já não o permitem. Somente a arte de alguém como Adão Silvério é que consegue perpetuar essas vivências para nós e o mundo”

Jos Luyten (Osaka, Japão, novembro de 1984)
Membro da AICA
Associação Internacional de Críticos de Arte

“Foi em Redenção da Serra, pequena cidade do Vale do Paraíba, que surgiu Adão Silvério. A Redenção que o viu nascer, hoje, submersa pelas águas da represa, continua viva em sua memória. Suas experiências e vivências que a partir de 1965 foram traduzidas plasticamente pelo autodidatismo, ainda sensibilizam a visão do homem simples interiorano e artista por Excelência – Adão Silvério. As festas e danças folclóricas aliadas ao ruralismo dos monjolos e rodas d’águas, engenhos e tradições que com o tempo estão desaparecendo, fazem parte da cultura única que possui, que a vida lhe ensinou. A vida difícil, que sempre oscilou em torno de sua arte.
Artista que não se preocupa em discutir as funções da arte ou sua influência sobre o espírito humano. Pinta simplesmente sem se perguntar se tem ou não talento, mas apenas movido pela necessidade de se expressar. Esse pintor nos ensina que não é preciso artifícios e nem professor. Para a realização da obra é necessário apenas amor e paciência, porque todos como se expressar. Se a arte desse artista nos parece vigoroso e original, é porque Adão Silvério encontrou a maneira de transformar sua vida diária, seus sonhos e sofrimentos em cores e formas que se harmonizam, transcendem e se integram à nossa sensibilidade”

Enio Puccini (Jornalista e Marchand)

+ info, visite: http://www.adaosilverio.digitalvale.com.br

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Filed in: Arte, Artes Visuais

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