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Aos covardes de plantão

 

Por Joka Faria

02/01/2010

A gente fica assustado de ver alguém com conteúdo, na geléia geral da imbecilidade reinante.
Acabei de ver um vídeo DOS VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA do Capitão Igor Contrim, onde por quase dez minutos, num texto próprio e bem humorado, fala da ditadura até nossos massacrantes dias atuais; Onde ninguém quer ouvir vozes discordantes, temos que concordar com os imbecis reinantes. Temos que ser bem humorados e corteses ao ouvir barbaridades. Devemos vender projetos sem nenhum conteúdo, bem vazios, aos governos. Não falar de problemas e quando falar apontar soluções.

Que merda! não me encaixo nesta mentira, às vezes até tento, com o idiota medo de um futuro tenebroso, mas vivo no presente. E estou vivo! Foda-se as instituições públicas deste pais. Elas estão rendidas ao velho, deviam ser explodidas e não o são. Que novidades elas trazem além de iludir os covardes?
Tô cheio de gente covarde que se disfarça de bom mocinho. Escondem-se atrás de um diploma acadêmico e nega suas origens sociais. Intelectuais vazios de conteúdo. E com muito medo de dizer o que pensam se é que sabem pensar. Quem não grita, não sabe gritar. Chega de sonharmos em passar num concurso qualquer e sermos mais um burrocrata.

Este povo, nem um fake cria para se expressar e vão morrer de câncer. Pois são bem covardes.
O mundo de hoje não tem alternativas, só há shoppings e barzinhos vazios onde enchemos nossa cara de cerveja e bradamos nossa alienação.
Estes partidos vendidos ao capitalismo reinante… me digam qual a real diferença entre Serra e Dilma?
Eu confesso que não sei! Eles mentem descaradamente, vendem se as empreiteiras, ao empresariado e aos banqueiros.

E você idiota, não vota nulo. E nós fazemos campanhas para estes imbecis, tão imbecis quanto nós.
Tiremo-los do poder e devemos nos reciclar para não sermos tão estúpidos quanto eles.
É Igor, seu canto se multiplica, pena que São José dos Campos não há dez pessoas para montar algo semelhante aos Voluntários da Pátria. Um dia esta cidade amadurece. E o povo da cultura se cansa de ser enganado e se organiza de fato.

Enquanto isto estamos ai sobrevivendo cheios de arranhões e tapas na cara.
Mãe eu não sei mentir…
Mãe chega de ilusão…

João Carlos Faria

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Filed in: Filosofia, Joka, Literatura

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