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Bate Papo com Reinaldo Roberto Rosa

A respeito do LHC…

Elizabeth:
Gostaria de saber a sua opinião sobre o grande acontecimento de hoje com o LHC…
Reinaldo:
Oi Eliza,

o experimento do LHC é complexo e muito importante, pois possibilitará, entre vários estudos, a detecção do chamado Bóson de Higgs. Duas partículas formadas por “quarks” interagem trocando bósons. Quarks são pesados, bósons e léptons são leves. Quarks não existem sózinhos. Portanto, quarks se juntam para formar os conhecidos “prótons” e “neutrons” (além de outras partículas pesadas). Basicamente, tudo na natureza está conectado devido à troca de bósons entre prótons. Isso funciona da seguinte maneira: imagine que você e eu somos prótons e vamos jogar ping-pong. Se o nosso jogo de ping-pong for com “duas” bolinhas – enquanto você “raqueteia” uma eu “raqueteio” a outra – faremos um jogo de ping-pong um pouco diferente, não é? Estaremos trocando bolinhas durante o jogo. E isto definirá a nossa interação. Pois é, os “bósons”, nesse jogo são as bolinhas de ping-pong. Existem vários tipos de bósons. Um deles é o mais fundamental de todos, pois existe na menor escala possível.
Essa “bolinha de ping-pong” especial, durante o jogo, faz parte da própria raquete. Portanto, para detectá-la é necessário fragmentar a própria raquete e isso vem, no LHS, através da colisão. Se o bóson de Higgs (previsto teoricamente por Peter Higgs em 1964) existir, ele poderá ser detectado entre os bilhões de sinais que será gerados em cada experimento do LHC. E esse trabalho envolve um aparato computacional de armazenamento e análise de dados espalhados numa rede de computadores pelo mundo todo, inclusive no Brasil.
Em relação ao sensacionalismo do “Buraco Negro” que pode ser gerado e engolir o planeta, é pura ficção da mídia. Isso se explica facilmente analisando a equação E=mc^2. Buracos negros “sugadores”, são de alta densidade e isso exige estabilidade no tempo. A massa envolvida nos experimentos é muito pequena e a vida dessas singularidades de energia são muito muito curtas (+ que um milhão de vezes menor que um segundo). Portanto, não dá para engolir nada.

O extraordinãrio no experimento é poder explicar a origem da “massa” da matéria e isso está relacionado com a explicação futura do maior mistério do Universo: a matéria escura. Mas isso é assunto para um outro bate-papo

+ info, visite: http://www.lac.inpe.br/~reinaldo/Welcome.html

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Filed in: Ciência, Entrevistas, Tecnologia

One Response to "Bate Papo com Reinaldo Roberto Rosa"

  1. beth disse:

    Regis Lourenço (da casa do Professor) em 27/10/2009 às 20:18:59 disse: Entendi!! E a tal da matéria escura?

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