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BRUNO (Brüno)

BRUNO (Brüno)
De Larry Charles (produção de Dan Mazer), 81 min

Brüno
Comédia
Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Mazer, Jeff Schaffer
Elenco: Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten, Alice Evans, Candice Cunningham, Trishelle Cannatella, Sandra Seeling, Ben Youcef, Todd Christian Hunter.

Comentar um filme de Sacha Baron Cohen não é nada fácil… ele costuma arrastar fãs em profusão, que cosideram seus filmes geniais, mas também uma outra multidão que sequer fica até o final da película, chamando seus filmes de puro lixo. Em que grupo me encaixo? Bem, eu diria que em nenhuma das duas, mas que Baron Cohen é um humorista diferente de tudo o que existe em Hollywood, isto é fato. É simplesmente impossível que ele passe despercebido, seja para o bem ou para o mal.

Depois do incrível sucesso de público e crítica do longa-metragem sobre o ingênuo e escatológico repórter do Cazaquistão, era certo que outro personagem do polêmico roteirista, produtor e ator britânico chegasse aos cinemas (e também já tivemos Ali G, vale lembrar).

Desta vez somos apresentados a Brüno, um afetadíssimo repórter homossexual austríaco, que tinha um programa televisivo sobre moda, mas que acaba despedido depois de uma grande gafe. O filme então mostra sua luta para se reerguer, e ele parte rumo a “terra das oportunidades” os EUA, em busca do sonho de ser “über famous”, tanto quanto outro austríaco “incompreendido” (segundo ele), um certo Adolf Hitler.
As comparações para com “Borat” são inevitáveis, e não irei me furtar a elas. Este filme é tão ou mais politicamente incorreto quanto seu antecessor (que concorreu ao Oscar de Melhor Roteiro Original), mas quase não vemos aqui as deliciosas críticas ao american way of life, elas agora fazem mais referência a casos isolados, o que torna o filme menos interessante.

A linha narrativa segue a mesma idéia do filme anterior, em formato de “documentário”, com a narração em primeira pessoa, com um sotaque hilário, principalmente para quem entende alemão. O sarcasmo e o humor negro reinam, como bem sabe quem já viu os programas de Baron Cohen na TV (que são ainda “piores” que seus filmes, acreditem).

O que deixa esta produção num patamar inferior à de 2006 é que Baron Cohen obviamente tentou repetir as ações absurdas de seu repórter cazaquistanês, que tanto agradaram ao público, só que elas pareciam muito mais verossímeis (se é que algo pode ser verossímel vindo deste insano e satírico humorista), o que deixava tudo mais engraçado. Só que é mais fácil acreditar que Borat nunca tivesse sido apresentado a um vaso sanitário por exemplo (que nenhum cazaquistanês esteja me lendo agora, pois irá querer me matar…), do que um apresentador austríaco – por mais “Brüno” que fosse – despachasse um bebê por via aérea numa caixa de papelão. Afinal, as culturas da Aústria e demais países ocidentais não são tão diferentes assim.

Algumas cenas parecem forçadas, como a do “pênis falante”… servem mais para chocar do que para fazer rir, mas outras são geniais, e quase nos derrubam da cadeira de tão hilárias, como quando Brüno tenta se “converter” e participa de um swing hétero, sofrendo nas mãos de uma Dominadora sadomasoquista, ou a cena de sexo oral com um espírito.
Não vá embora antes dos créditos finais, pois numa das melhores cenas do filme, verás a participação especial de Bono, Elton John, Sting, Slash (ex- Guns N’ Roses) e do rapper Snoop Doggy.

Um aviso: se não gostaste de “Borat”, passe longe de “Brüno”… digo o mesmo às pessoas homofóbicas ou que se ofendam com facilidade. Este não é um filme-família. Baron Cohen passa como um furacão sobre os bons costumes, destruindo a tudo como um tsunami, deixando um rastro não de escombros, mas sim de gargalhadas que chegam ao extremo de nos fazer lacrimejar.
Como diria Brüno: Fantastisch!

DALTO FIDENCIO
nils satis nisi optimum

http://twitter.com/DaltoFidencio

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Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

2 Responses to "BRUNO (Brüno)"

  1. dalto disse:

    Luis Tobal em 7/10/2009 às 16:15:29 disse: Ñ podemos contestar o talento do Sacha, mas diferente do otimo Borat, onde ele conseguiu criticar os americanos até dentro de suas próprias casas, acho esse filme Bruno, de um mau gosto, e c cenas q ñ tem graça nenhuma, coma aquelas c sexo entre ele e o chinêzinho, podem me chamar de homofóbico, mas é minha opinião, ñ indicaria, achei de mau gosto. Abraço.

  2. dalto disse:

    Dalto em 9/10/2009 às 19:29:03 disse: Obrigado por deixar sua opinião, Tobal!

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