21/09/2011
Há receitas para tudo no grande caldeirão da cultura, palma benta pra proteger o caboclo do trovão e seus raios de como trançar o cajuru; de como fazer um bom cuscuz de bagre; uma trova que espante as trevas.
Um tanto alienados, um tanto pessimistas -temos medo de andar nas ruas, temos medo de amar o próximo, de bala perdida, do cachorro do vizinho, dos zumbis de pedra.
Há receitas para tudo no caldeirão da cultura – até ser feliz; se livrar de um mau olhado, um quebrante.
Tantas informações chegam até nós e na maioria das vezes não conseguimos fazer um leitura precisa. Qual rede devo navegar. Qual rede devo me deitar. Qual rede devo jogar neste mar de informações.
Tudo isso é alucinante no poema- “texto de consulta” Murilo Mendes faz uma colocação interessante – “… será a alucinação um conjunto de realidades ou a realidade um conjunto de alucinações.
Temos que (re)aprender a ler este novo mundo dialético, ternura e violência andando lado a lado. Tenho fome de conhecimento, empilho palavras nas estantes do meu cérebro. Fico feliz quando descubro uma dúzia de novos significados.
Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes.







Elizabeth em 21/09/2011 às 12:36 disse: Acredito, meu caro Ricola, que as palavras estão soltas no ar à espera de alguém que as tome, de forma imediata. “Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes” frase tão bela e grandiosa que se tivesse demorado mais um pouco eu pegaria primeiro. Parabéns pelo feito…
Abração!
Máh Luporini em 21/09/2011 às 15:14 disse:
Poeta e amigo Ricola, belo texto!
Como dizia o poeta Allen Ginsberg ” a realdiade é que era paranóica e não ele”, assim há uma descoberta diária para sabermos onde devemos ir, até +!
Elizabeth em 21/09/2011 às 15:58 disse: Caro Ricola!
Eis Aqui, o resultado da sua bela frase:
“Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes” (Ricola de Paula)
Brinco de quatro cantos
Pulando entre as palavras
Norteio-me com frases lépidas
Tomando o Sul por assalto.
Descanso delas no leste
Embrenhando-me num silêncio sem igual…
Assim vou compondo minha vida
Bordando por cima das feridas,
Rosas em ponto cruz.
Nas entrelinhas
Roubo palavras alheias
Fascinada pelo seu brilho de ouro
Noutras, ofereço frases soltas
Para quebra cabeças mirabolantes
No oeste encontro a esfinge de mim
Solta de seu sorriso enigmático, perguntas absurdas
Só para testar A inspiração, A respiração e A piração.
As palavras dançam no ar
São pirilampos a iluminar os caminhos sem volta,
Os abismos medonhos
E as trilhas sonoras encobertas por sombrias matas virgens.
Fico perdida entre tantas
Novas, belas, diferentes, salteadas, caóticas, maltrapilhas, sonoras, sombrias…
Embriagada com a Poesia
metrificada, desmetrificada, petrificada
Deliro e invento algumas
Gesto outras para nascer de novo
E mato muitas para renascer…
No momento, “Caminho pelos escombros das minhas palavras insignificantes” .
Elizabeth de Souza
ricola em 21/09/2011 às 17:21 disse: que poema lindo, beth
gosto da cadência solta das palavras
valeu poeta.
JOKA em 21/09/2011 às 20:05 disse: Oi muito bom tantas informaçoes e lançamento do livro?
Quando abraços e bem vindo te vejo no Souza….