
CHE (Che – Part One: The Argentine)
De Steven Soderberg, 126 min
Como o nome original já deixa perceber, esta
é a primeira parte da história do mitológico guerrilheiro argentino, contada por Soderberg, tendo por base o livro autobiográfico “O Diário de Che na Bolívia”.
Ele mostra a trajetória de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, que viria a ficar mundialmente conhecido com “Che”, desde seu primeiro encontro com o então advogado Fidel Castro, passando por sua transformação de médico com ideais revolucionários até se tornar o comandante de colunas guerrilheiras, nos 2 anos de combate na Sierra Maestra, quando o Movimento 26 de Julho conseguiu derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista.
Nota-se que a produção foi cuidadosa em recriar as características da ilha cubana (não foi permitido filmar por lá) dos anos 50, e o Mito também é cuidadosamente preservado, com um enfoque que busca mostrar apenas o símbolo revolucionário que Guevara se tornou mundialmente, evitando qualquer polêmica.
Mas mesmo “cortado ao meio”, o filme é longo e arrastado demais, e em nenhum momento consegue empolgar. Se a revolução cubana tinha uma alma que atendia pela alcunha de “Che”, este filme não tem nenhuma, faltando personalidade para a produção ocupar seu espaço entre os grandes da Sétima Arte. Mas de nota ainda temos a bela atuação de Benicio Del Toro, que por este papel foi agraciado com o prêmio de Melhor Ator no conceituadíssimo Festival de Cannes.
Melhor sorte na segunda parte, esperamos… afinal: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás!
DALTO FIDENCIO
nil satis nisi optimum






