09/09/2011
Condenada à Liberdade

Segundo o filósofo Jean Paul Sartre “o homem está condenado à liberdade”.
Vivemos num cotidiano conturbado, onde pessoas são tidas como “números” marcados e não como seres (humanos), na loucura da contramão de um tempo, que a tendência é piorar a cada ano que se passa. Não acredito em nenhuma luz no fim do túnel, nem nas pessoas que me cercam (tirando raras exceções). Acredito na poesia e na liberdade. São estrelas que iluminam e me fazem ainda crer na vida. A liberdade consome-me meus a tos, meus pensamentos. Acordo e durmo com essa liberdade impregnada em mim, não há como separar-me dela, somos irmãs da mesma terra. A intimidade é a mesma de um relacionamento onde nada é proibido, não há cobranças, desconfianças e outros devaneios como geralmente acontece entre um casal.
Descobri a liberdade há pouco, em um passeio matinal dentro de minha alma aflita, passei a descobrir quem sou. Bem, depois de certo tempo “namorando” com a liberdade, nos casamos e sou feliz ao meu jeito.
Pessoas são presas fáceis da sociedade, do amor, do trabalho, se lançam de olhos fechados a um abismo com o risco de uma queda fatal. A liberdade habita cada ser, mas falta é coragem para assumir quem realmente somos. Medo da família, do chefe do trabalho, da vida, da morte, do amor, dos amigos, e por aí segue… A liberdade começa quando o preconceito acaba.
Máh Luporini







