
DUPLICIDADE (Duplicity)
De Tony Gilroy, 128 min
Duplicity
Comédia
Direção: Tony Gilroy
Elenco: Julia Roberts, Clive Owen, Paul Giamatti Tom Wilkinson
Temos aqui a volta da afinadíssima dupla Julia Roberts e Clive Owen, iniciada no brilhante CLOSER, de 2004, que rendeu uma indicação ao Oscar para o ator britânico, além da vitória na disputa de Melhor Coadjunte no Globo de Ouro. A química entre os dois é simplesmente perfeita, e ajudada pela diálogos inspiradíssimos, torna este filme uma deliciosa forma de passar duas horas numa sala de cinema. A direção é de Tony Gilroy, indicado ao Oscar pelo elogiado drama, CONDUTA DE RISCO, seu trabalho anterior. O humor é requintado e a trama divertida, apesar que as inúmeras circunvoluções no tempo dos acontecimentos, podem confundir um espectador menos atento.
Nessa comédia de espionagem, os personagens de Julia e Clive são espiões que já trabalharam para a CIA e MI-6, respectivamente, onde se conheceram anos atrás, numa missão em que o britânico foi seduzido e depois roubado pela norte-americana, em documentos confidencias que carregava. Agora ambos estão em novos empregos, atuando no setor privado, para megacorporações altamente rivais.
Então a história caminha para uma divertida trama de espionagem industrial, onde com o desenrolar ficamos sabendo se os protagonistas são mesmo antagônicos ou aliados…
E os coadjuntes só fazem ajudar… Paul Giamatti e Tom Wilkinson, que vivem os magnatas rivais, estão impagáveis, com destaque para a cena inicial, em que discutem e saem às vias de fato, mas sem o som e em slowmotion… brilhante idéia do diretor.
A tensão permanece até o final, muito bem sacado, que obviamente não irei entregar aqui. Uma pena que este belo filme não tenha ido bem nas bilheterias norte-americanas, tendo rendido apenas 40 milhões de dólares. Pelo visto a volta de Julia Roberts depois de longa ausência não foi um chamariz como se supunha (recebeu 23 milhões de dólares pelo papel), mesmo que com um parceiro mais do que competente e que cresce ao seu lado, e um elenco de apoio de primeira. Provavelmente, a idas e vindas da trama, que tornam o entendimento meio tortuoso, fizeram que o público não embarcasse na proposta apresentada por Gilroy.
Não faça como os ianques… assista!
DALTO FIDENCIO
nil satis nisi optimum






