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Escolhendo o destino

Por Helder Pereira

07/08/2011

Quem me dera acreditar que existe um destino e que todas nossas ações são pré-determinadas por uma espécie de Deus ou por números que surgem com nosso nascimento. Quem me dera acreditar que minhas derrotas ocorreram porque “Tinha de ser desse jeito” ou simplesmente porque “algo melhor está por vir”. Mas eu escolhi não acreditar.
Nem sempre nossas escolhas são tão conscientes quanto queremos ou tão simples quanto parecem. Em suma, todas as nossas escolhas estão ligadas, de alguma forma, à forma como lidamos com nossas vontades e desejos. Muito embora nosso consciente processe a informação como algo simples, todas nossas escolhas nos levam à essência do que somos, todas estão ligadas àquilo que somos e desejamos ser.
O que uma coisa tem a ver com a outra? A resposta é a mais clichê possível: Nossa vida é feita de escolhas. Claro que isso parece clichê e obvio, mas embora as pessoas repitam isso a todo instante, poucas são as vezes que compreendemos REALMENTE o que isso significa e ainda menor é nosso nível de aceitação deste fato.
Digo isso, pois sei que não é fácil aceitar que toda coisa ruim na nossa vida (eu diria “toda merda que me acontece”) é, na verdade um reflexo de nossas escolhas. SIM, até aquela “patada” que você levou do seu amigo foi culpa sua, tanto quanto dele. Nós agimos sempre de acordo com escolhas pré-definidas, feitas inconscientemente sobre como queremos viver nossas vidas e, por mais estranho que pareça, isso também é responsável por tudo de ruim que nos acontece, desde nos afastar de pessoas que gostamos até nos tirar o emprego que nos sustenta.
Mas calma, não só de coisas ruins é feita a vida, também são nossas escolhas que nos levam aos prêmios que ganhamos, aos sorrisos que recebemos e a qualquer coisa que conquistamos.
Com isso não quero levar a ninguém o peso de suas decisões de forma a lhes deixar preocupados, nem fazer com que suas decisões se tornem demoradas e repensadas. Isso seria burocracia demais para uma pessoa. Quero destacar apenas a importância de cada um de nós parar e refletir, mesmo que seja uma vez na semana (ou mesmo no mês) sobre que somos, o que queremos nos tornar e, se possível, quais são nossas prioridades. Nem sempre é fácil responder a tais perguntas, mas vale a pena refletir sobre isso de vez em quando, torna mais fácil encarar a pessoa do outro lado do espelho… e gostar do que se vê.
Esse texto não é uma verdade absoluta, tão pouco é baseado em dados, é apenas uma reflexão que corre o risco de me fazer parecer tolo. Mas optei por correr o risco de parecer tolo já faz um tempo e estou bem com minhas escolhas. Você está feliz com as suas?

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Filed in: Helder Pereira, Literatura

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