Por Joka Faria
04/01/2010
A bola foi chutada pra dentro da trave e gooollll!!! Assim foi á pré-estréia do Estival com as produções de vídeos realizados na nossa quase pacata São José dos Campos. Fiquei pasmo, como diria Jorley do Amaral, ao criticar o jornal Litter numa sessão de terror da nossa câmara quase municipal.
Mas pasmo de ver sangue novo, com boas iniciativas, sem querer chupar o sangue do estado ou puxar o saco das diretorias de cultura ou de empresários vampiros.
Artistas de sangue na veia não precisam do estado moribundo, que nada serve a cultura a não ser ditar falsas regras com nosso dinheiro. E nem imploram a máfia de empresários locais.
E assim a cidade mostra sua cara numa mostra de resistência, sem nenhum orçamento. Esta juventude faz e acontece com esta mostra.
No inicio, com uma performance sobre a contracultura, confesso que tive vontade de gritar, mas não o fiz, deixo o grito para minha intervenção nesta sexta-feira.
O curta bem produzido, com um elenco de iniciantes, duas ou três historia que se cruzam, um bar onde dois amigos conversam, um apartamento onde um casal esta refletindo sobre o mundo e uma garota que circula pela cidade mostrando nossas avenidas. Vi a cidade ali retratada bela e bonita e feia ao mesmo tempo, mas é a nossa cidade.
Gostaria de ver este roteiro virar um Longa-Metragem , pois nós, habitantes de São José das Putas, merecemos (ah, desculpe).
Não se pode falar de putas. A cidade se estranha, nem as da Praça Afonso Pena.
O roteiro retrata uma das aberrações do capitalismo de hoje que obriga as pessoas a mudarem de cidade ou até do país, para ter uma colocação melhor na vida profissional, deixando a vida familiar e afetiva de lado. Nos pontos de ônibus, atento, já ouvi estas histórias na vida real.
O diretor Fabio Monteiro tem talento, resta a ele, persistência, pois vive num pais onde Arnaldo Jabor trocou o cinema pelo jornalismo.
Formado em história ele faz cinema nas horas vagas. Ele mesmo já morou em várias cidades antes de voltar para São José.
E assim foi dada a largada a este Estival que pode mudar a cara da cidade?!
Espero que esta nova leva de artistas não se corrompa nos corredores de paços municipais, câmara e fundações.
Que faça arte sem medo de ser feliz. Estamos ai para comungar com esta nova geração.
Um sopro de vida nas artes, cultura e movimentos sociais do pais. Vamos lá viver nossas revoluções por segundo.
Que seja bem vindo este já memorável Estival.
Estamos ai. Que o caos se funda com a ordem, criando uma desordem e chegando a uma nova ordem. Revire-se a utopia de um mundo mais justo, longe de partidos políticos e o fazer que se perdem as almas no mar dos infernos.
Sorte a todos!
João Carlos Faria






