15/09/2011
Prezados(as),
Nunca o Brasil e o mundo estiveram “em disputa” econômica, política e ideológica – de modelos – como no momento atual; hoje não temos mais o Fla X Flu da Guerra Fria, onde os “blocos” Ocidental e Soviético seenfrentavam e as torcidas se alinhavam de um lado ou do outro, conforme seus interesses e convicções. Também acabou a “hegemonia norte-americana” do pós-queda do muro de Berlim e super-ascensão doNeoliberalismo, que chegou a alimentar a “ilusão tática e militante”do intelectual que anunciou o fim da história.
NADA PODERÁ NÃO SER!
Aí é que tem que morar as nossas esperanças e é isso que tem que canalizar as nossas energias: a ascensão de países como o Brasil no cenário mundial já é um fato e poderá ir muito mais longe. O que não pode, penso eu, é pretendermos ser um novo Estados Unidos, daqui há 30, 40 ou 50 anos; por isso – somente para dar um exemplo – a CUT não pode ser a AFL-CIO dos tempos da Guerra Fria, que se alinhava com os interesses empresariais do seu país e apoiava o expansionismo norte-americano no mundo!
UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL, NECESSÁRIO E URGENTE!
A matéria que segue, chupada do www.cartamaior.com.br, ilustra uma batalha local que reflete o embate mundial. Por isso é FERRAMENTA DE TRABALHO, para quem tem ou quer ter um lado, nesse emaranhado todo!
Um abraço,
moacyr pinto
7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde
Invstimento público em saúde é de US$ 317 por brasileiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Líderes do ranking de 193 países, Noruega e Mônaco gastam 20 vezes mais. Na América do Sul, Brasil perde para Argentina, Uruguai e Chile. No G-20, é o 15°. Segundo ex-ministro Temporão, dado é ‘dramático’. Para Dilma Rousseff, baixa despesa per capita justifica mais verba à saúde. Secretário paulistano apoia novo imposto.
André Barrocal e Maria Inês Nassif
BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.
O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.
Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.
No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição – ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.
O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.
Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia – é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada.
As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira.
Nesta quarta-feira (14/09), a presidenta Dilma Rousseff defendeu a ampliação dos recursos para a saúde, usando o argumento do gasto por habitante, durante entrevista depois de um evento.
“O setor público gasta duas vezes e meia a menos do que o setor privado na área de saúde. Isso significa uma coisa que nós todos temos de ter consciência: se você quiser um sistema universal de saúde, gratuito e de qualidade, nós vamos ter de colocar dinheiro na saúde e colocar gestão na área de saúde, as duas coisas”, afirmou.
“O dado é dramático”, disse à Carta Maior o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. “As famílias de classe média gastam cerca duas vezes aquilo que o SUS gasta para prover serviços de muita maior abrangência. Há uma disseminação de planos privados de cobertura insuficiente”, completou.
“Fico feliz que a presidente Dilma tenha aludido ao fato de que a saúde suplementar tem um orçamento que é 2,4 vezes superior ao do SUS. Esse é um parâmetro que deve ser considerado”, afirmou à Carta Maior Januário Montone, secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo que apoia a criação de um novo imposto para a saúde.






