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Fúria

12/01/2010

O tempo trás seus sinais
As palavras seus sabores
Minutos palavras
Segundos as letras
Decifra-me eu rogo
Entender-me não posso
Assim escrevo minhas heresias
Canto meus elos aos mares
Soluços brandidos ao vento
Úmidos, serenos, escuros
Lua nova me banha
Cintila tua tez ao luar
Cavalgo no espaço expressão
E te vejo branca e pronta
Te amo e te escrevo então
Tu que sem nome se forma
Em traços cruéis de minha mão
Conta quem sou no silêncio
Que esconde minha paixão

paulovinheiro – 131109

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Filed in: Literatura, Paulo Vinheiro, Poesia

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