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Glauco Villas Boas sempre foi gente boa…

12/03/2010

“Glauco morreu na madrugada desta sexta-feira (12) após uma tentativa de assalto à sua casa. Ele tinha 53 anos. Raoni, seu filho de 25 anos, também foi assassinado.”

Não me conformo com a notícia da morte do Glauco…Lamentável perda do grande cartunista que criou tantos personagens que me fizeram rir tanto…
Glauco, Angeli e Laerte eram os meus heróis nos anos 80, os admirava de tal forma,  que aguardava ansiosa a próxima edição das suas HQs, que não deixava de ler. Colecionava Chiclete com Banana, Os Piratas do Tietê e Geraldão.
 
Quanta criatividade desse grupo de cartunistas que brilharam e brilham desde os anos 80. Quem não se lembra daqueles personagens engraçados do Glauco…
Não dá para acreditar que um artista desse nível tenha perdido a vida de maneira  tão violenta…um ser, que através da sua arte, tirava o riso e o lado leve da vida mais pesada…incrível como alguém do bem possa ser arrancado assim, do seu corpo físico…
Espero que o Glauco  e seu filho alcance nesse momento tão doloroso para todos que aqui ficaram, a sua própria essência e retorne o mais breve possível, para alegrar a humanidade.

“O principal personagem do Glauco é um consumidor inveterado de uns 30 anos, solteiro que mora com a mãe – com quem tem uma relação neurótica- e continua virgem até hoje. Geraldão bebe, fuma muito, vive atacando a geladeira e toma todos os remédios que vê pela frente. No começo, ele usava uma calça sem elástico. Hoje, passa o dia todo peladão. Geraldão foi criado para o livro independente “Minorias do Glauco”, lançado em 1981. Até hoje esta tirinha é publicada na Folha de S.Paulo. (Fonte: Site oficial do Glauco)
 “Entre seus principais personagens está Geraldão, um homem na faixa dos 30 anos de idade que ainda mora com a mãe, com quem vive uma relação neurótica, é virgem, bebe e fuma muito.

Glauco, que nasceu em 1957 em Jandaia do Sul, no Paraná, começou a carreira como cartunista nos anos 70, no jornal Diário da Manhã, de Ribeirão Preto, com a tirinha Rei Magro e Dragolino, sobre um rei que gostava de fumar maconha e de um dragão que o enfrentava, mas que também era chegado na droga. 

Em 1976 ele foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o que o projetou para a grande imprensa. Ele começou a publicar suas tiras na Folha de S.Paulo em 1984, criando personagens como o próprio Geraldão e também outros como Casal Neuras, em que homem e mulher tentam se fazer de modernos e desencanados, mas na verdade morrem de ciúmes um do outro. Seus trabalhos também foram publicados por revistas como Circo, Chiclete com Banana e Geraldão, editadas pela Circo Editorial, que foi um marco dos quadrinhos no Brasil.
Também merecem destaque Doy Jorge, um sujeito viciado em drogas pesadas, Dona Marta, mulher de meia idade que ficou para titia e resolve cantar qualquer homem que apareça pela frente, e Zé do Apocalipse, homem que acredita que o Brasil é o berço de uma nova raça e passa a pregar em qualquer praça pública.
Na série Los Três Amigos, feita em parceria com os amigos Angeli e Laerte, os personagens eram os próprios cartunistas. As histórias mostravam bandoleiros loucos por drogas e sexo e eram recheadas de clichês dos filmes de faroeste.
O artista também se aventurou fora do mundo dos quadrinhos e foi roteirista de programas como TV Pirata e TV Colosso, da Rede Globo. O cartunista inspirou o colega Angeli a criar o personagem Rhalah Rikota”.( Fonte: R7.com)
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Filed in: Elizabeth de Souza, Esoterismo, Filosofia, Literatura

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