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INIMIGOS PÚBLICOS (Public Enemies)

INIMIGOS PÚBLICOS (Public Enemies)
De Michael Mann, 140 min

Public Enemies
Ação/Drama/Policial
Direção: De Michael Mann
Roteiro: Ronan Bennett, Michael Mann, Ann Biderman
Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Jason Clarke, Rory Cochrane, Billy Crudup, Stephen Dorff, Stephen Lang, John Ortiz, Giovanni Ribisi, David Wenham, John Michael Bolger, Bill Camp.

Não há como não se lembrar da obra-prima de Michael Mann – “Fogo Contra Fogo” – quando assistimos a esta sua nova produção. Afinal, novamente temos um embate entre dois grandes atores, em papéis antagônicos. E se não temos os gênios Al Pacino e Robert De Niro, podemos contar com o sempre competente Christian Bale e com o maior ator da atualidade, Johnny Depp. Não, “Inimigos Públicos” não chega a ser uma obra-prima também, mas sem dúvida é um grande filme, que merece sem pestanejar a chancela de “imperdível”.

A trama é baseada em fatos (não se preocupem, amantes da Língua Portuguesa como eu, pois não irei ofender nosso idioma com o lamentável pleonasmo “fatos reais”, quase onipresente em nossas salas de cinema), e o roteiro é adaptado do livro “Public Enemies: America’s Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI”, de Brian Burough.

A trama se passa na década de 30, época da Grande Depressão nos EUA, os Bancos, com suas hipotecas ameaçando a população trabalhadora são considerados vilões, o que é um prato cheio para os grandes assaltantes destes serem romantizados pela população. Era o caso de Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd e o maior de todos, John Dillinger, aqui vivido de forma carismática por Johnny Depp.

O FBI como conhecemos hoje ainda não existia, mas apenas o embrião que lhe daria forma no futuro, que eram os bureaus de investigação. E eles declaram Dillinger como o Inimigo Público nº 1 dos EUA. A sua prisão é uma prioridade para Melvin Purvis (chefe do bureau de Chicago), vivido pelo ótimo Christian Bale, que não faz feio, mas é claramente eclipsado por Depp, o que não chega a ser uma falha de Bale, já que o roteiro protagoniza os inimigos públicos, não é mesmo?

Purvis é um policial correto e íntegro, com moral inabalável. Interessante é ver a participação de J. Edgar Hoover, a quem Purvis responde, que futuramente viria a ser o Big Boss do FBI.
Mas assaltos a bancos e fugas de prisões à parte, Dillinger ainda arruma tempo para se apaixonar, e a eleita é a bela Billie Frechette, vivida pela ótima atriz francesa Marion Cotillard (Oscar de Melhor Atriz por “Piaf”). O casal possui uma química perfeita, mas chega a ser um pouco forçado a forma como eles se apaixonam automaticamente… coisas de Hollywood.

Michael Mann adora usar câmeras de alta resolução, mas isto não chega a incomodar a bela Fotografia do filme. E junto com a Trilha Sonora marcante, os Figurinos perfeitos e a Direção de Arte explêndida, formam um conjunto sui generis.

As cenas de ação são espetaculares, mas a mais marcante cena do filme talvez seja a que mostra Dillinger no cinema, assistindo um filme em que o imortal Clark Gable interpreta um gângster, e acaba se vendo na pele deste. Poético!

Inimigos Públicos é altamente recomendado por mim.

DALTO FIDENCIO
nil satis nisi optimum

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Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

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