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Janela

12/01/2010

paulovinheiro 141109

Olho-te atrás dos vidros
Na manhã orvalhada
Súbito convido: café?
Vens então e cantas
Tua voz é notícias
Contas teus sonhos
Explicas o impalpável
És tão íntima do insuspeito
Apontas para as árvores
Suas folhas e seus frutos
E glorias teus minutos
Do teu ninho não sei eu
Invades os meus olhos
Meus ouvidos e minha vida
Bem vinda à minha manhã
Ensina-me sábia sabiá
(para um de meus pássaros, amigos do café da manhã)

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Filed in: Literatura, Paulo Vinheiro, Poesia

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