0

Karate Kid (Karate Kid)

 

KARATE KID (Karate Kid)
De  Harald Zwart, 140 min


Karate Kid
Aventura
Direção: De Harald Zwart
Roteiro: Christopher Murphey
Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Jared Minns, Shijia Lü


Confesso que que fiquei com as barbas de molho quando soube que Will Smith havia comprado os direitos para a refilmagem de um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde, o mais do que cult Karatê Kid – A Hora da Verdade, de 1984. Não por causa do filme ainda ser “jovem” demais para ganhar um remake, e sim pelo fato de que Smith desde o princípio havia afirmado que o papel principal do filme seria de sua imberde cria, Jaden Smith, sabidamente muito mais jovem do que Ralph Macchio, que protagonizou o filme clássico.

 Mas esta não foi a única mudança… o roteirista estreante Christopher Murphey decidiu transferir o local da história para o berço das artes marcias, o oriente. Saem os Estados Unidos, entra a China.
O resultado disso tudo? Bem, até que não foi de todo mal… se não temos nenhum novo clássico nas mãos, ao menos temos um filme decente, que faz bem sua parte de entreter.

 Nada de Daniel Larusso, desta vez o underdog que vai dar a volta por cima é Dre (vivido por Jaden Smith), garoto norte-americano de doze anos, que se muda à revelia para a misteriosa China, já que sua mãe arrumou um emprego por lá. A trama do original se repete, logo ao chegar, Dre se interessa por uma menina local e ao mesmo tempo arruma encrenca com um grupo de garotos conhecidos dela, todos lutadores de artes marciais. Como agora estamos na China, o Karatê (que é japonês) foi trocado pelo Wu Shu Kung Fu. Mas então porquê o nome do filme não mudou também para Kung Fu Kid?
Ah, isto eu também gostaria de saber… e o pior é que a única cena em que Dre é chamado de forma jocosa pelos arruaceiros de “karatê kid” foi inexplicavelmente cortada da montagem final, deixando o nome do filme mais inexplicável ainda. A fugaz cena dele tentando aprender Karatê pela televisão não serve de desculpa, de forma alguma.

 Uma mudança esta versão teve para melhor, indiscutivelmente: o local das filmagens. O diretor Harald Zwart, do terrível “A Pantera Cor-de-Rosa 2″, levou suas câmeras a capturar imagens de alguns dos principais pontos turísticos chineses. Destaque para a titânica Grande Muralha, onde onde uma linda cena de treinamento foi filmada. Mas temos também a Cidade Proibida e até construções modernas, como o Ninho do Pássaro, estádio da Olimpíada de Beijing. Pelo menos visualmente, este filme bate de longe o original.

 Para se livrar da perseguição dos valentões, Dre terá que participar de uma competição local de kung fu. Seu mentor será o introspectivo Sr. Han, vivido por Jackie Chan, no papel que um dia foi de Pat Morita, o inesquecível Sr. Miyagi.

 Jaden Smith segura bem o filme, e apesar do papel tão diferente, faz lembrar sua boa estréia no Cinema, em “À Procura da Felicidade” e não seu trabalho seguinte na Sétima Arte, onde ele esteve desastroso: “O Dia Em Que A Terra Parou”. Vejam bem, não me refiro a uma possível similaridade de papéis, mas na qualidade da atuação, bem entendido. Nesta película, o moleque parece ter pego emprestado uma dose do carisma do pai, e mesmo nas cenas de artes marciais, ele não faz feio.
Jackie Chan, depois de padecer em escolhas muito ruins em seus filmes mais recentes, está bem no papel de mentor do novo Daniel Larusso. Ele coloca uma boa dose emocional em seu personagem, e convence. Pode não ter o carisma de um Pat Morita, mas sem dúvida provou que era a escolha certa para o papel.

 A mãe de Dre é vivida por Taraji P. Henson (indicada ao Oscar de Melhor Coadjuvante por “O Curioso Caso de Benjamin Button”). Mesmo em um papel pequeno, ela consegue certo destaque, sendo a personagem mais divertida do filme.

 O “par romântico” (se é que crianças têm isso) de Dre é Meiying, vivida pela estreante Wenwen Han, inexpressiva na película. O rival de Dre é Cheng (personagem de Zhenwei Wang), um personagem caricato, que me lembrou um Bolo Yeung em miniatura.

 A Fotografia de Roger Pratt é bastante competente. Composta de cores quentes, ela reforça o clima up da película. A Montagem ficou a cargo de Joel Negron, que teve trabalho para fazer a longa duração do filme não cansar o espectador. Já a Trilha Sonora, de James Horner é até interessante, mas só quando fica na parte incidental, pois dá vontade de chorar quando lembramos da belíssima música-tema do filme original, “Glory of Love” (de Peter Cetera), e nos deparamos com “Never Say Never”, de Justin Bieber… sem comentários.

 Há muitas referências ao filme original, mas vou deixar pra vocês descobrirem…
Karatê Kid é um bom filme, mas não passa perto de igualar o original. Em vez de “nunca dizer nunca”, ainda prefiro “ser o homem que lutará pela sua honra”…
Mas a garotada vai adorar!
Temos uma nova franquia se iniciando, podem apostar.

Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:

Sala 6: 13h20, 16h10, 19h00 (Dublado)

Horários válidos até 23/09/10

 DALTO FIDENCIO
nils satis nisi optimum

http://twitter.com/DaltoFidencio

“”Sono poeta delle tenebre e della malinconia; ma non piango lacrime, piango poesia!”"
DALTO FIDENCIO – E Pluribus Unum

Gostou? compartilhe:
Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

Leave a Reply

Submit Comment

© 2012 entrementes.com.br. All rights reserved. XHTML / CSS Valid.
Powered by: Site Vale Produtora.