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Lançamento de Livro – Hiena-Minha revolta não se vende

24/03/2010

Amigos(as) e companheiros(as),

O lançamento do meu novo livro, HIENA – Minha revolta não se vende (segue texto de apresentação, que ocupa uma das orelhas da obra) aqui em São José dos Campos, no Sesc, sábado, 10 de abril, com a seguinte programação:

10:30 horas/ no auditório - apresentação do livro, com a presença do Hiena e debate com Pedro Ribeiro Moreira Neto, Dr. em História Social pela USP e professor dos cursos de graduação e mestrado Na Univap (há um limite de 126 vagas e os ingressos – gratuitos – poderão ser retirados a partir das 10 horas na recepção).
11:30 horas/no espaço de Convivência (250 lugares) – sessão de autógrafos e bate papo livre com Hiena e o autor.

Este é apenas um primeiro aviso, para os(as) interessados(as) irem se programando e, se possível, ajudando na divulgação; depois repassaremos o convite oficial!

Informo ainda que haverá um lançamento em Jacareí – terra do Hiena em SP – no final do mês de abril, durante a programação de inauguração da nova biblioteca pública da cidade. Quem tiver interesse em programar palestras e debates, sessões de autógrafos e lançamentos em outros espaços, cidades ou regiões, favor dar um toque pois, inegavelmente, é do nosso interesse!

Desde já agradeço!

Um abraço a todos(as),

Moacyr Pinto

 

HIENA – MINHA REVOLTA NÃO SE VENDE


          Este livro conta a história e reflete o ideário de Ediberto Bernardo dos Santos, um negro que sai de Ilhéus, Bahia, com 19 anos para ser operário em São Paulo no auge das lutas operárias do final dos anos 1.970 e aos 20 se casa com uma mulher branca e bonita, dez anos mais velha, doente, viúva e mãe de 5 filhos; que veio a falecer o deixando na cadeia e com um adolescente de 11 anos para criar. 

          Depois de fazer história entre 1.985 e 1.991 em Jacareí-SP, onde comprou todas as brigas (inclusive pelo direito à festa) que pôde com as autoridades políticas e com as forças policiais locais, ganhando uma extensa folha corrida e enorme prestígio entre os setores populares e a comunidade alternativa da cidade; acabou sendo preso por ter participado de um assalto, tendo permanecido na cadeia durante 7 anos, justamente no período em que o PCC foi criado no Sistema Carcerário Paulista, quando formou uma opinião muito particular a respeito do que viu e sentiu, com seus olhos já experientes, dentro das mais de 10 unidades prisionais pelas quais passou.

Fora da cadeia, viveu intensamente o drama dos ex-presidiários pobres que tentam sobreviver distante do crime e depois de 11 anos recebeu anistia política e uma indenização do Ministério da Justiça, por causa do seu envolvimento na famosa greve da General Motors de São José dos Campos de 1.985.
Hiena quer ir para o debate e continuar militando politicamente, agora com vistas a tirar do crime e da alienação as crianças e adolescentes que vivem na pobreza e na indigência. Alguém acha pouco?


Amigos(as) e companheiros(as),
O Jornal ABCDMAIOR está trazendo, tanto em sua edição eletrônica como no número 207 da sua edição impressa (ambas poderão ser acessadas em www.abcdmaior.com.br o artigo abaixo, de minha autoria, pelo ensejo do lançamento da obra que estaremos realizando naquela região no próximo sábado, ás 10 horas da manhã, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais e Autárquicos de São Bernardo, localizado na rua Caetano Zanela, 90 – entre a r. Mal. Deodoro e a av. faria Lima; próximo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABCD. Aliás, para os interessados em acompanhar a política e toda a agitação esportiva e cultural daquela importante região do país, o ABCDMAIOR é uma importante referência; nele tanto os artistas da terra como os visitantes – sejam peso leve, médio ou pesado – acabam tendo espaço..
Um abraço,
moacyr pinto
PS: quinta feira, dia 6, às 19 horas, teremos o lançamento em Jacareí, nas novas instalações da Biblioteca Municipal – Av. 9 de Julho, 215, Parque dos Eucalíptos, centro, nas antigas instalações da cozinha piloto. A coordenação dos debates será feita pelo Prof. João Roberto, Secretário Municipal de Educação de Jacareí.
 04/05/2010 – Artigo
Hiena: Minha revolta não se vende
Por Moacyr Pinto (moacyrpintos@ig.com.br)Aventuras e desventuras de militante social são contadas em livro que será lançado no sábado

Moacyr Pinto*
Um fato histórico conhecido é que mais de 80% da população brasileira passou a viver nas cidades nos últimos 60 anos, sendo a Capital o maior pólo de atração no período e o ABCD uma grande estação de desembarque, principalmente de nordestinos atrás de trabalho.
Caso uma universidade resolva pesquisar o fenômeno, descobrirá que aconteceu praticamente de tudo com nossos migrantes. Muitos, por exemplo, já estão aposentados, depois de anos como operários em nossas fábricas. Uma grande leva de nordestinos se tornou comerciante e milhares de migrantes de toda parte se tornaram professores.
Quero destacar aqui um grupo desses migrantes em especial, o daqueles que saíram dos mais longínquos “sertões” desse País para ganhar a vida na cidade e, por força também da necessidade, acabaram se transformando em militantes políticos, sendo o presidente Lula, sem dúvidas, a maior estrela desse fabuloso grupo de patriotas.
Por força da minha própria história, acabei escrevendo um livro contando a trajetória pessoal e o ideário político de um desses brasileiros, Ediberto Bernardo dos Santos, o Hiena, que tem muito de comum com a história de tantos outros brasileiros da sua origem, mas que reúne um sem número de particularidades que justificam a sua saída do anonimato e da invisibilidade política e social que a quase totalidade dos seus iguais estão condenados a morrer.
Negro, pobre, nascido em Ilhéus, na Bahia, e com pouco estudo, Hiena veio parar em São Bernardo e trabalhou na Volks em 1979, auge das lutas comandadas por Lula. Mas foi no Vale do Paraíba que se transformou no militante político-sindical e popular, além de contestador dos valores dominantes na sua cidade, ganhando fama e o título de inimigo número um das elites e da polícia, na mesma proporção que ganhou força e prestígio entre os trabalhadores e demais contestadores de Jacareí.
Tudo o que sobe desce. Depois de ocupar importantes posições políticas e liderar vitoriosos movimentos sociais no Vale do Paraíba, Hiena passou por uma crise e caiu em desgraça, tendo cometido um crime comum que o colocou na cadeia por sete anos, justamente no período de instalação do PCC no sistema prisional paulista. Solto, viveu “outra cadeia”, na condição de ex-presidiário que não quer continuar no crime; não agüentando a pressão, voltou para Ilhéus.
Em 2008, Ediberto foi anistiado com outros companheiros pelo governo Lula, em razão da perseguição sofrida por causa de uma greve na GM, em 1985 e recebeu uma indenização e uma pensão mensal vitalícia que poderia lhe ajudar a garantir um pouco da paz e da tranqüilidade que nunca teve. No entanto, estando em São Paulo, veio me propor a publicação em livro da sua história, porque quer “ir para o debate” e continuar lutando; seu alvo principal é a juventude.
Assim vem sendo escrita a nova história desse nosso País em transformação!

*Moacyr Pinto é sociólogo e educador aposentado e autor do livro Hiena – Minha revolta não se vende, que será lançado no ABCD no sábado (08/05), às 10h, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais e Autárquicos de São Bernardo.

 

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Filed in: Literatura, Moacyr Pinto, Política e Sociedade

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