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Lembrai lembrai…

relembrando 11 de setembro

11/09/2010

Faz alguns anos, mas eu ainda em lembro daquele estranho dia. Estava voltando da escola quando o sentimento de perda me atingiu… cheguei em casa e antes que pudesse me livrar do peso da mochila veio o peso da notícia: Destruíram duas torres das quais eu jamais havia ouvido antes, num lugar em que nunca estive e pessoas que eu nunca vi morreram, mas, de alguma forma aquilo estava ME afetando… Mas não era só por mim, aquele era o “atentado de 11 de setembro”…

Naquele dia, e nos dias que se sucederam, eu, aos 11 anos, me senti mal por pessoas que nunca conheci, e hoje eu entendo o que me levou a isso: Solidariedade humana.
Não estou dizendo que sou boa pessoa ou que o ser humano é sempre bom, mas naqueles dias o mundo não pensou em outra coisa. Havia, mesmo entre os “inimigos” pessoas que se importaram com as vidas perdidas, pois aquilo não era uma guerra, aquele não era um acidente, foi terrorismo, ou melhor, foi um assassinato.
Não era minha compaixão que me levava ao sentimento de perda, mas a compaixão de um planeta inteiro junto, como nunca se vê e, infelizmente, penso que não veremos jamais. O pensamento coletivo falou mais alto que a preocupação com a conta do cartão de crédito ou o pensamento anti-americano.
É sempre bom lembrar daquele dia, afinal não foram economistas americanos que morreram, nem norte-americanos, no dia 11 de setembro morreram pais de família, avós, tios, filhos, irmãos, amigos e pessoas amadas, morreram seres humanos!
Claro que aquele dia não foi o único em que morreu muita gente, e é claro que não foi o único assassinato brutal e covarde em massa, mas o que marcou naquele dia, pra mim, foi a união de pensamentos do mundo inteiro… o pensamento global de que toda essa briga, seja La pelo que for, não faz sentido e alcança pessoas inocentes que estão apenas “fazendo seus trabalhos”. O que marcou foi que, pelo menos naquele momento o mundo pensou: “somos humanos e frágeis”.
Não desejo que ocorra outra tragédia de igual horror para que o mundo volte a pensar como um, mas ainda assim espero que novamente possamos parar todos e pensar que o planeta é um só.
Eu não vivi aquele horror, eu não perdi ninguém querido, mas acho que ainda assim, é sempre bom relembrar a tragédia do “11 de setembro”.
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Filed in: Helder Pereira, Literatura

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