Por Joka Faria
12/01/2010
Nestes dias estou refletindo para que serve a escrita e também meu processo de escrever, por conta de umas criticas. Não sei se vivo no passado, me sinto tão atual. Gosto dos Beatnik e dos Hippies sim e dos anarquistas, mas estou no meu tempo e mesmo sendo passageiro é meu, é nosso tempo.
Não quero ser um escritor de belas frases de auto-ajuda, sem sentido. Precisamos debater nossa época. Não nego que seja romântico, que saiba amar. Reflito e escrevo nosso momento atual. São José dos Campos teve um avanço e se chama Estival. Um evento feito por gente realmente interessada em artes sem nenhum compromisso financeiro. Também tem o site Entrementes e o Vejo São José.
Não estou acima de criticas e ninguém está. Se as pessoas vestiram a carapuça e problema de quem as vestiu. Naquele texto (o que foi criticado) carreguei no palavrão, nem lembro em que contexto foi escrito. Talvez nisto tenha errado.
É um erro nesta cidade ter se fechado a produção cultural em torno de uma Fundação como é errado fazer arte só em função de leis de incentivo. Os artistas neste país agora são artistas chapas brancas seguindo políticas de governo.
A arte por natureza é libertária e faz parte de uma jornada espiritual do artista e não se encaixa no comercial, nem tudo em arte é pop.
Portanto escritores, jornalistas e artistas devem ser livres para refletir o momento de seu mundo.
Não devemos bajular governos nenhum. Confundimos ação cultural com arte. Talvez seja um grande erro. As revoluções acontecem queiramos ou não. Tudo gira e muda. Com esta tecnologia que se barateia irão surgir muitos artistas que não se atrelaram a projetos governamentais.
Fundos de culturas e entidades públicas de cultura são fundamentais. Mas não devem ser o centro das artes. Nem as ONGS voltadas para a arte educação talvez sejam um meio de renda.
O artista é uma figura livre, libertária e esta sempre á frente, criando sem amarras.
Portanto meus caros, não me preocupa em ser popular; não faço televisão e nem sou candidato a nada.
Sou alguém que escreve e agora também fotografo e faço meus vídeos. Faço parte da comunidade joseense, brasileira e deste planeta todo.
Busco a liberdade, erro muito, sou quase humano.
No mais, quem se indignou que se manifeste escrevendo textos. Critique.
Não há mais um órgão público de cultura para julgar como fizeram com Rubens Espírito Santo.
A arte em São José esta livre das amarras públicas e privadas, sempre esteve. Nós que não nos tocávamos meus caros, a liberdade está dentro de nós.
João Carlos Faria






