12/01/2010paulovinheiro 22 dez. 2008
Das vagas tenho as sombras da maresia
Noite e dia fujo e sofro carícia dolorosa
Ouço as mentiras que me vêm em heresia
Em grades preso lembro tua cor, a rosa
Inda vejo em aberto campo, livro e poesia
E em perfeito som palavra arde amorosa
Chaves, trincos, ferros, és minha analgesia
Amor, sol, lua, flor, aqui recitas em prosa
Ausente é tua sombra, és presente, milagrosa
Temo a insustentabilidade, te vejo luz melindrosa
As trevas de dentro e fora iluminas vagarosa
Madre d’Albi, honro teu Filho em mim
Pater terno, teu amor é meu sol em si
Fruto sou e me reconheço enfim.






