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Manifesto por uma revolução

 

Por Joka Faria

30/05/2011

Peço perdão a mim mesmo por motivos de força maior fiquei mais de quinze dias sem escrever uma só linha. E escrever é algo que faz parte de mim, redescobri que vai além de minha vaidade. Vai muito além de mim. Diz respeito a quem de verdade sou, além de meu ego. É algo de minha essência. Mesmo que o ego esteja estampado sempre, pois não nego o ego que ainda sou. Não culpo o ego por nada, devo me culpar por tudo. Pois eu sou. Mesmo que ainda não tenha me desvendei. Pouco me importa se me Lêem ou não, importa que eu leia.

Hoje no Festival da Mantiqueira, em plena Serra me dei conta da importância de ter lido um livro de Jorge Luis Borges que esta num canto de meu guarda-roupa para reler. Nestes mais de vinte dias veio tantos temas para serem escritos. Vivo cercado de gente criativa, quando estou fora de meu cotidiano de trabalho e faculdade. Trabalhar e fazer faculdade faz parte de como me viro para pagar as contas. Por muitos anos nem isto eu tinha, hoje vivo a rotina de um cidadão normal. Enfim me disfarço. Porque a arte, a religiosidade e a política fazem parte de minha vida, além da vaidade.

 

Recuperei uma foto da Flip de 2009 em que uso uma roupa indiana. Nesta foto estou verdadeiramente, sem disfarces e prisão de vestimenta em que o homem ai no sentido do masculino se prende.Mas como vivemos numa sociedade extremamente conservadora e hipócrita, vamos disfarçando no que podemos e vivemos de surto em surto nos achando livres como uma filosofa se acha. Mas cara filosofa, Realmente somos livres? Ter dinheiro, poder, prestigio nos dá liberdade? Talvez, você ou eu, ou qualquer um que faça arte ou escreva seja livre por alguns minutos. Um amigo, num destes bate papos onde ninguém tenta convencer ninguém a nada,  falou-me que sonhamos com o Apocalipse. De fato eu tinha sonhado por aqueles dias, mas descrevo num outro texto a ser feito.

E ninguém sonha com o fim do Capitalismo? E ai colegas escritores reconhecidos e os ainda não reconhecidos e começo a duvidar que sejamos reconhecidos se não fizermos nenhuma revolução.E quiça uma grande, por que não? Os instrumentos de comunicação estão ai em nossas mãos e a vontade coletiva de uma massa oprimida por um poder econômico, social que se disfarça, nos oprime a todo instante. Tem um olhar escondido dentro e fora de nós o que nos oprime enquanto indivíduos e enquanto membros de uma comunidade.E nunca nos damos conta, mas surtamos a todos os momentos. Enchemos as drogarias nos enchemos de remédio.De drogas licitas e ilícitas, de pornografia.  E o  resultado é  uma degeneração da humanidade gerando verdadeiros abortos da natureza que é esta civilização consumista, infeliz e perto de um suicídio civilizacional. E estamos só assistindo?

Minha cidade SÃO JOSÉ DOS CAMPOS esta extremamente poluída. No sábado voltando de São Xico senti isto na pele. Por conta de uma Petrobras… e quem mantém a Petrobras ou qualquer refinaria? Somos nós para manter um padrão de conforto. Hoje dei graças a Deus por voltar de carona, de São Chico, em uma hora e meia. Ontem gastei três horas para chegar em casa.Nosso transporte público não funciona como deveria e  não é barato, é caríssimo. A cidade hoje é cara em tudo. Preciso me libertar de minha prisão mental e me libertar desta cidade, mas sem fazer nada enquanto ser social para mudá-La? Meus caros eu tenho no máximo mais uns cinqüenta anos neste plano. E ai partirei. E vou passar mais cinqüenta anos com medo de me transformar? E buscar transformar o mundo? Deixemos de ser ótarios. De nos preservar. De fazer o jogo. Quero terminar a faculdade fazer uma ´pós.Tirar carta. Mas mesmo fazendo isto também posso agir no coletivo e no social. Chega! o mundo esta ai para ser transformado. E nós somos agentes desta transformação.

Uma multidão sonhando com uma mudança e uma nova ordem social e econômica pode ser criativa para acabar com esta desordem social que chamamos de capitalismo. Pensemos o hoje, o novo além de Karl Marx, Adam Smith e muitos outros pensadores. Desculpem-me os intelectuais consagrados e escritores, ninguém nos apresentou uma proposta do novo. Voltamos do Festival da Mantiqueira pelo quarto ano numa estaca zero. Cabe as comunidades repensarem a sociedade. Deixemos de ser partes, busquemos o todo. Afinal enquanto civilização não sabemos quem de fato somos? Somos além de nossa vaidade. Que se faça a revolução revolução revolução.

JOKA
joão carlos faria

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Filed in: Esoterismo, Filosofia, Joka, Literatura, Poesia

2 Responses to "Manifesto por uma revolução"

  1. JOKA disse:

    I apologize to myself for reasons of force majeure was more than a fortnight without writing a single line. And writing is something that is part of me, I rediscovered that goes beyond my vanity. It goes far beyond me. Do with who I am real, and my ego. It’s something of my essence. Even if the ego is always stamped because I do not deny that I am still the ego. Do not blame ego for nothing, I blame myself for everything. For I am. Even though I have not figured out. I do not care if I read or not, I read it.

    Today at the Festival of Mantiqueira, in Serra I realized the importance of having read a book by Jorge Luis Borges that a corner of my wardrobe to reread. In these more than twenty days came so many topics to be written. Live surrounded by creative people, when I’m out of my daily work and college. Working and going to college is part of how I manage to pay the bills. For many years I was not even that, now living the routine of a normal citizen. Anyway I disguise. Because art, religion and politics are part of my life, other than vanity.

    Recovered a photo of Flip 2009 in India wear a who. In this picture I am truly, undisguised and prison garb in which the man there in the sense of masculine prende.Mas we live in a society very conservative and hypocritical, disguising what we can and we live in an outbreak outbreak in free thinking as a philosopher is found. But man philosophizes, we are really free? Having money, power, prestige gives us freedom? Perhaps you or I, or anyone who makes art or write is free for a few minutes. A friend, one of those chats where no one tries to convince anybody to anything, tells me that I dream of the Apocalypse. In fact I had dreamed in those days, but I describe in another text to be done.

    And no one dreams of the end of Capitalism? And then fellow writers recognized and still unrecognized and begin to doubt that we will be recognized if we do no Revolución.The perhaps a great, why not? The communication tools are there in our hands and the collective will of a mass oppressed by an economic power, social masquerades, oppresses us all the time. Have a look hidden inside and outside of us that oppresses us as individuals and as members of a comunidade.E never realize, but outbreaks at all times. We fill in the drugstore are filled with remédio.De licit and illicit drugs, pornography. And the result is a degeneration of humanity generating true nature of abortion is that this consumer culture, miserable and close to a civilizational suicide. And we’re just watching?

    My city SAN JOSE DOS CAMPOS this extremely polluted. On Saturday are returning from Xico felt this skin. For an account … and who keeps Petrobras Petrobras refinery or any? Are we to maintain a standard of comfort. Today I thank God for a ride back from St. Chico, in an hour and a half. Yesterday I spent three hours to get casa.Nosso public transport is not working properly and it’s not cheap, it’s expensive. The city today is expensive at all. I need to get rid of my mental prison and release me from this city, but without doing anything as a social being to change it? My dear I have that up to fifty years in this plan. And then leave. And I’ll spend fifty years for fear of change? And seek to change the world? We must stop being suckers. To preserve us. To make the game. I want to finish college to do a ‘pós.Tirar letter. But even doing that can also act in the collective and social. Enough! the world is there to be transformed. And we are agents of transformation.

    A crowd dreaming of a change and a new social and economic order can be creative to end this social disorder we call capitalism. Think of today, the new addition of Karl Marx, Adam Smith and many other thinkers. Sorry intellectuals and writers recognized, no one has presented a new proposal. We returned Mantiqueira Festival for the fourth year in a scratch. It is the communities rethink society. Let us be parties, seek the whole. After all as a civilization do not know who you really are? We are beyond our vanity. Let there be revolution revolution revolution.

    JOKA

    joão carlos faria

    FaceBook JOKAFARIA

  2. JOKA disse:

    Caracá escrevemos tudo isto? Estou chocado… vou desligar o computador…

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