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Manual da alma feminina

 

Por Joka Faria

25/02/2010

Faz tanto calor que fujo a doce labuta de escrever. Que os Deuses mandem- me a inspiração. Nestes dias de verão a vida está bela assombra. O sol escaldante faz nos valorizar a sombra. A luz precisa da sombra? Quantas personalidades temos? Sei que a cada hora somos um. A magia de Lost me encanta deixa- me perdido. Gosto de escritores que chegam ao fundo da alma e desenterram nossos desejos. Quase perdi- me numa pagina de estranha nudez meu bom senso prevaleceu. Aquilo não passa de imagem. Prefiro uma doce mulher real que esteja próxima. Elas não tem nenhum manual? Cada fêmea é uma fêmea. Com seus desejos e medos. É nosso dever não ter medo de nada nem da morte nem da vida. Temos que superar tudo. Pois tudo é ilusão. Vejo você nua numa torre junto comigo. Você quer voar saltar aquela torre. Precisamos tirar as dúvidas e saltar. Adoro a liberdade das mulheres elas são livres da pornografia. Precisamos nós homens nos libertar desta ilusão. Quero seu corpo nu. Quero desvendar seus signos. Seus desenhos. Tê-la por um milhão de noites. E assim mesmo nunca te desvendarei. Não te decifro.  Por favor, me devore. Sou teu. Quero adentrar a sua cavidade e torna-me feliz por algumas horas. Tudo passa nada é permanente. Seu corpo parece real, mas para mim ainda é um delírio. Ainda não o decifrei. Ouço um trovão, que venha a doce chuva neste inicio de tarde. Carros passam na ausência de silencio da avenida. Minhas calopsitas se foram,  sinto suas ausências. O fêmea, cadê seu corpo. Quero-te no jardim que irei construir. O sono da tarde vem chegando. Que me traga a lembrança de seu corpo que ainda não tive. Talvez em outras vidas. Mas só este momento nos importa. É lua cheia amor? Quantos perigos há para realizar teus desejos sexuais. Prefiro uma alcova bela e tranqüila e subirmos aos céus. Darmos vazão aos desejos de nossos corpos, deixa os livres, eles sabem se guiar. Nós não. Carros passam nesta avenida que se torna passado. Não ouço os cantos de pássaro. Que tal subirmos uma escada que vai ao céu. Meu computador esta em silencio só um estranho barulho, cadê você? Cadê eu mesmo. Com quantos amores se faz uma vida. Talvez um amor carnal, um amor real. Mas tudo é maya é matrix e ilusão. O sono da tarde vem chegando… Junto ao vento que traz uma chuva… Há um manual para a alma feminina? Se existiu foi queimado na inquisição, ou com a biblioteca de Alexandria. Ou junto a Joana Darc. Ainda não sei investigar os registros akásicos. Ainda não despertei. E só tu mulher possui a chave para meu despertar. Só você abre as portas. Por isto quero a fêmea junto a mim em nosso jardim no fim da tarde. Ó Rapunzel, jogue-me tranças. Ó mulher, venha libertar o que ainda não se fez. Criar o incriado. Quero gestar um novo corpo na forja de Vulcano. Sem tu eu nada sou. Dê-me teu corpo e criaremos nossa alma. Faz calo,r o sol se esconde e a chuva vem junto com o sono da tarde. Beijo-te… Incendeio-te em nossa alcova. Eu irei te desvendar como nunca fostes…
João Carlos Faria
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Filed in: Esoterismo, Filosofia, Joka, Literatura

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