No Canto da Cultura…
Com o passar dos tempos foram aparecendo outras pessoas e foram ampliando as nossas relações.
Seria muito difícil enumerar os que ali paravam para discutir algum tema ou mesmo criticar as questões abordadas nesses encontros filosóficos… o Paulo Lopes, era um dos que se juntavam a nós para discutir arte, poesia, literatura, e tudo o mais que fosse do interesse de todos. Ele trabalhava em seu estúdio no centro da cidade e muitas vezes esticávamos até lá para terminar a conversa.
Isso me faz lembrar o Beltrane, outro artista plástico da cidade…sua casa, seu estúdio ficava na galeria Pedro Rachid…um ponto de encontro, de artistas e poetas da cidade…era uma figura controvertida, mas admirado por muita gente que frequentava seu canto.
Essa nossa mania de filosofar foi se intensificando e haviam momentos em que os nossos debates eram tão calorosos que não bastavam as manhãs e passávamos o dia inteiro juntos, de manhã na praça, depois almoçávamos juntos…à tarde, na beira do banhado até o por do sol, conversando…era tanta coisa para ser dita.
Não tenho nenhuma imagem para mostrar aqueles momentos fugidios, mas tenho a imagem do meu amado amigo Paulo Lopes sempre sorrindo com a largura da sua generosidade.

No estúdio do Paulo havia uma horta onde ele cultivava alfaces que tive o prazer de devorar com gosto. Cheguei a levar as verduras para São Francisco Xavier onde morei por dois anos… o Edmar e o Paulo, certa vez foram me visitar em São Chico e passeamos pelas lindas cachoeiras daquele paraíso…guardava com carinho uma pequena escultura feita a quatro mãos (do Paulo e Edmar) tipo uma esfinge feita com a argila da beira do caminho da cachoeira de São Chico…há poucos dias atras derrubaram minha pequena escultura, que virou pó depois de uma década…e meia.
O Paulo rodava a cidade montado em seu cavalo e subia o monte Olimpo para conhecer os poetas e artistas, amigos de Teseu…passeava pelo labirinto e sempre foi amigo do Minotauro, pois este trazia lembranças das gravuras de Picasso com os temas de touradas que ele tanto gostava…acredito que tudo isso desenrolava por ser ele do signo de touro, pode não ser, sei lá, mas é uma teoria minha…de vez em quando sumia para visitar o Moulin Rouge, mas sempre voltava nos momentos mais interessantes das nossas vidas, trazendo muitas novidades…o seu sonho sempre foi colecionar as estampas Eucalol e roubar a professora do rei Lear…
ADONIS
Os anjos já nasceram mortos
A alquimia transformista (contemporânea?)
Lança-nos fora de órbita
Joguemos para o espaço
Os conceitos rarefeitos
Sem medo de cair
Num “Oceano Abissal”
Seguro sua mão perfeita
Beijo seu peito nu
Acaricio seu rosto moreno
Cheiro seu cabelo molhado
Sinto seu sangue fluir
Vivo
Vivo
Vivo
Seu corpo vivo
Seu olhar moreno
Anjo
e
Humano
Totalmente demais.
Elizabeth
Quando Tigres, morremos de velhice

Listras brancas / negras
O alaranjado do sol
Retirando um odor peculiar
De algo assim
Estóico e astuto.
Éramos inocentes
E sem escrúpulos
Devorávamos, naturalmente
O que nos cabia devorar
A velocidade vertiginosa
Companheira camuflada de si
O verde brilhante
Estendendo-se aos raios de luz
Na relva
Esfregando-se como loucos
Em verdes macios
No calor do vento
Sentindo pelos e peles
Multicoloridas
Cheirando o sagrado
Oculto em deuses, homens e bestas.
ELIZA/BETH
Lilas

Entre feitiços, horrores e cores
A ciência exata
Do bem e do mal
Entre o doce mel do meio dia
E a diáfana cortina da lua misteriosa
A harmonia oculta em seres incultos
Entre o lírio e o delírio
A consciência desvairada
Em seres tresloucados
Entre a serpente e o encantador
A música é sagrada
Entre laços de impetuosidade
O sereno descanso de almas cansadas
Efêmera/idade da borboleta
Entre o amor e o ódio
O momento único de ser
Entre a vida e a morte
O desvario de ser vivo
Em contínuo movimento
Entre as cores do arco-íris
Vamos parar no lilás
Ficar por aqui
Ou ir até lá?
Exata distância
Entre a Ciência e a Arte
Da transmutação.
Eliza / Beth

O Retorno
Busque nas suas entranhas
O SAGRADO
Guardado como um segredo antigo
E ao apalpá-lo
Despertará em si
A cura de todos os males
Trazendo de volta
A essência de jasmim
Elizabeth
Paulo, que os deuses não esqueçam de que somos irmãos, desde sempre!!!







eduardo em 21/01/2010 às 20:25 disse: olá beth (aspera e lisa…rs…rs.)
muito legal a historia ! ! !
at
Eduardo
Elizabeth em 23/01/2010 às 17:02 disse: Obrigado, Eduardo!
Realmente uma bela história…Valeu pelo comentário.
Abraço!
Renata Braga em 23/01/2010 às 19:25 disse: Com toda essa bela historia consigo entender toda a inspiração que o Paulo possuia ao chegar em casa de noite ….. parecia estar fora de si.
Este Paulo que seduzia a Gregos e Troianos.
Com muita saudade hoje e sempre.
em 25/01/2010 às 11:17 disse: Renata
Realmente ele agradava gregos e troianos, porque era da sua natureza levar a vida de forma intensa, tratando a todos com generosidade…muita saudade mesmo!!!
Abraços!
Elizabeth
jojo ; vitoria esprito santo em 27/01/2010 às 15:36 disse: tacum nu tacum
nutacum nutacum
tacum um nutacun
ta cum untiga
tacunta
tacum nu tacum
notacum notacum
no tacum
tacununtacum
quero ve voce taca—
poema do tacum