Parece que foi ontem que junto com meu pai, assistia o Kung Fu. Era imperdível tanto conhecimento, justiça e o lado diferente da vida. Meu pai como sempre, tirava as suas lições das mínimas coisas que fazia na sua vida tão brilhante. Eu, parecendo uma gafanhota, ficava ali assistindo o filme e ouvindo meu Bobi pai em suas palavras tão sábias e tão profundas. Ele foi um grande filósofo, desconhecido para o mundo, mas conhecido profundamente por essa Bobi filha que nunca esqueceu os ensinamentos.
Talvez fosse esse o ponto fundamental da identificação com aquele filme seriado. Eu adorava assistir Kung Fu! Uma adolescência regada pelo lado exótico, fascinante e misterioso da vida. Símbolos e questões fundamentais que nós, reles mortais, arrancávamos de nossas entranhas para assistir numa tela de TV.
David Carradine então passou a ser um ícone. Uma figura saída de contos que estavam presentes dentro de mim, desde minha antiguidade remota.
Mas o mundo gira como um girassol e no início do novo milênio meu pai saiu desse mundo vão, carregando minha admiração e o meu agradecimento por tanto conhecimento de ser.
Nessa história, restou David Carradine para me trazer as doces lembranças de meu pai na sala, compartilhando comigo o velho oeste e o sábio gafanhoto fazendo justiça por onde passava. Uma justiça cheia de sabedoria, que me encantava.
Mas para o deleite dessa fã, não pude me conter de emoção ao ver David Carradine no Kill Bill, só podia ser Tarantino mesmo, para trazer de volta, aquele que também o encantara, assim como aconteceu comigo. Ao ver a performance de Carradine como Bill onde a intensidade das últimas cenas ele interpreta o próprio Quentin, como se fosse numa HQ, me emocionou de tal maneira que até chorei.
Mas tudo passa nesse mundo vão, por onde caem as criaturas sem pesar, sem choro, sem vela e sem fita amarela para o deleite dos deuses. Que brincadeira é essa?
Bom, enquanto não se sabe o motivo para tanta brincadeira, vamos vendo o desenrolar desse filme de suspense.
E agora David Carradine partiu desse mundo deixando recados em códigos para toda e qualquer criatura que assistiu o Kung Fu na sua adolescência, assim como eu. Vá e volte!!!
Elizabeth de Souza








Jojo em 8/10/2009 às 15:10:19 disse:
nesse mundo tudo é passageiro menos o cobrador e o motorista, mas um dia eu ainda inssisto nessa minha vida de artista, e caio na pista mixta, calabresa e alpiste,gelo,gim
e um alquimista será que eu ainda acabo errando,pois só quero que voces publiquem algum poema de um tal carlos fernando que aparece por algum engano o nome do tal fulano no blog sabor cipreste dessa mulher elizabeth
ah| o nome do musico e poeta está embaixo do end do blog euquefiz o mundo da beth
bonito começo depoema, fale meis sobre o cara
ass. jojo eu me sinto um estrangeiro
cavaleiro solitário
capitão da meia noite