0

“Nova Ortografia deveria ser distribuída gratuitamente…”

12/01/2010

Aqui não sou tão eu quem escrevo, mas como se fosse eu, quase com a mesma indignação.
Um amigo de longe em distância, mas de próximos pensamentos, me brindou há faz dias e acho que devo reproduzir, não como se fosse meu, mas como que pudesse ser meu. Assim saio da cena.

Divirtam-se:

“Nova Ortografia deveria ser distribuída gratuitamente para a população

Segundo dados obtidos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), em 2007, cerca de 12% dos brasileiros são analfabetos. O jornal O Globo, em 2007, coloca que o analfabetismo funcional (pessoas com menos de 4 anos de estudo) representa 36,9 milhões de brasileiros “semi-analfabetos”, isto é, 19,7% da população do país, que segundo o IBGE, é estimada em 187 milhões de habitantes.

Em reportagem da Folha de São Paulo, o Brasil ocupa a nona posição no ranking de países com maior taxa de analfabetismo da América Latina e do Caribe. Conforme a Unesco, o Brasil está ao lado de países como Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria como país com mais de 10 milhões de analfabetos.

Com todos estes dados somados, que abrangem cerca de 22% da população brasileira (aproximadamente 41 milhões de habitantes), fica a dúvida: esta reforma ortográfica beneficia quem? Com certeza, conforme os dados acima citados, não será a população brasileira, pois com as novas regras, com certeza o número de semi-analfabetos deverá aumentar, contribuindo para que o Brasil coloque-se em um patamar extremamente baixo diante das outras nações.

Tudo bem que se estudou e decidiu-se a uma língua portuguesa única entre os países que a utilizam, contudo o vocabulário utilizado continua sendo o mesmo cada qual em seu país de origem, então permanece a pergunta, beneficia no quê? Além do fato de que, com cerca de 50 milhões de analfabetos e semi-analfabetos, uma grande parcela da população com condições precárias de sobrevivência, a tal reforma ortográfica beneficia quem? Com certeza o bolso de aproveitadores, que se utilizam dela para vender esta reforma, como se pode perceber em bancas de jornais a enorme quantidade de revistas e mesmo livros da reforma.

Num país como o Brasil, acredito que os governantes deveriam ao menos retirar uma parcela de seus “impostos” para criar folhetos com esta reforma e ser distribuído gratuitamente para a população e não comercializa-la. Segundo o IBGE, possuímos cerca de 9% de pessoas desempregadas, que em sua maioria não possuem meios de comprar estes livros da reforma. Somando estes dados, teremos cerca de 50 milhões de pessoas entre analfabetos e semi-analfabetos, que em sua maioria não terão conhecimento da nova ortografia. É uma vergonha para um país como o nosso, que possui 509 anos de história.

Fica a pergunta no ar: quem ganha com esta reforma?

(José Feldman)”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Feldman

http://singrandohorizontes.blogspot.com/

Beth, lá vai um torpedo… o cara é grande…

Gostou? compartilhe:
Filed in: Literatura, Paulo Vinheiro

Leave a Reply

Submit Comment

© 2012 entrementes.com.br. All rights reserved. XHTML / CSS Valid.
Powered by: Site Vale Produtora.