
PLANETA 51 (Planet 51)
De Jorge Blanco, Javier Abad e Marcos Martínez, 91 min
Planet 51
Animação
Direção: De Jorge Blanco, Javier Abad e Marcos Martínez
Roteiro: Joe Stillman
Elenco: vozes de Dwayne Johnson, Seann William Scott, Jessica Biel
Esta é a primeira produção da espanhola Ilion Animations Studios, e pode-se dizer que é uma bela estreia, principalmente nos aspectos estéticos e técnicos. Obviamente não se pode comparar com as obras de arte da Pixar, mas isto não é demérito algum.
O argumento é interessante, onde temos uma ficção científica “às avessas”, pois os humanos é que são os alienígenas aqui. A animação é voltada ao público infantil e passa longe dos roteiros cada vez mais adultos da Pixar, mas devido às inúmeras homenagens a filmes antigos de ficção, acaba sendo uma diversão também para os adultos. O único problema é que os pequeninos não vão entender o motivo dos pais estarem rindo quando referências a esses clássicos passearem pela tela.
Vamos à trama: o Planeta 51 é uma grata cópia dos Estados Unidos nos anos 50, habitado por simpáticos seres verdes, com personalidade idêntica a dos humanos. Há cinema-teatro como nos nossos bons tempos, drive-in e tudo o mais. O visual é muito colorido (o que deve agradar em cheio às crianças) e a qualidade da animação é inegável, mostrando que não apenas de América/Grã-Bretanha vive a animação digital. O roteiro é de Joe Stillman (Shrek 1 e 2), que é a parte ianque da produção, mas aqui ele não se mostra tão inspirado como quando escreveu as aventuras do impagável ogro verde da Dreamworks.
Lem, é um adolescente fã de astronomia, que acabou de conseguir seu primeiro emprego no Planetário de sua cidade, e que finalmente pretende convidar sua vizinha Neera – a garota dos seus sonhos – para sair. Mas sua vida acaba virando de cabeça pra baixo quando uma espaçonave (logo chamada de disco voador pelos locais) pousa praticamente em seu quintal.
Dela sai o carismático – e canastrão – astronauta Chuck, que esperava encontrar um planeta desabitado e entra em pânico ao se deparar com os “verdinhos antenados” locais. Confundido com um alienígena hostil, ele passa a ser caçado pela força militar local. Ele é então acolhido (meio que a contragosto…) por Lem, que passa a ajudar o astronauta a tentar recuperar a sua nave, para poder regressar à nave-mãe, em órbita do planeta, e com isso voltar à Terra.
A missão original de Chuck no Planeta 51 é um mistério… foi simplesmente ignorada pelo roteiro. Lem contará com a juda de seu melhor amigo, o nerd Skiif, que é fanático pelo assunto “alienígenas”. Seu rival pelo amor de Neera é Glar, um hippie que protesta pelo direito dos aliens. Glar tem uma “Kombi” que visualmente é a melhor sacada do desenho… quero uma para mim! Curioso que o Planeta 51 mimetiza os anos 50 dos ianques, mas o movimento hippie só foi surgir uma década depois… mas quem liga para datas? Deixa de ser chato, Dalto.
Mas os personagens mais interessantes são mesmo o simpático robozinho-sonda Hover, que a princípio parece ser uma reles cópia de Wall-E, mas que na verdade tem a personalidade de um cão e não emoções humanas, como o robozinho da Pixar; e também o “cachorro” local, mais do que inspirado no monstro de Alien – O Oitavo Passageiro, só que desta vez ele é bem menos mortífero (a não ser que você seja um carteiro…).
Por falar em filmes clássicos, pululam referências a filmes de sci-fi durante toda a animação, como já falei no início. Vale voltar ao assunto para citar alguns deles: E.T., Star Wars, 2001, O Dia Em Que a Terra Parou, Vampiros de Almas, Attack of the 50 ft. Woman (esqueci o nome em português, perdão!)… mas a que mais gostei aparece de forma muito rápida, e se você não estiver atento vai perder: um pôster na parede do cinema, com um bebê humano saindo do peito de um alien!
Os vilões da trama são o xenófobo General Grawl, e o cientista louco Professor Kipple, que não é um zumbi mas tem uma certa fixação por cérebros…
Mesmo não sendo uma animação memorável, Planeta 51 cumpre bem o seu papel, que é o de divertir a família, e é uma bom programa para as férias. E ainda tem o bônus de passar uma mensagem positiva de aceitação das diferenças entre os povos. Recomendo.
Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:
Sala 5: 13h30, 15h30 (Dublado)
Horários válidos até 24/12
DALTO FIDENCIO
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