Por Joka Faria
28/08/2011
As articulações para a eleição municipal em São José dos Campos caminha para uma nova fase. Em Setembro termina o prazo para se filiar os próximos candidatos a vereador e a prefeito. E pelo que estou informado nada acontece de novo. Nenhuma voz nova ou grupo que traga o novo. Sei de uma proposta de candidatura mais a esquerda, em teoria, é claro. Pois pelo que já observei, os vícios são os mesmos.
E sem nenhuma identidade, apenas alguns filhos de classe média tentando se revoltar. Mas sem uma base ideológica consolidada. E sem lideraranças bem articuladas. Ainda ha tempo de se corrigir os rumos. Mas na política dessa cidade ha uma grande falta de talento, no que podemos chamar de oposição. Carlinhos de Almeida lidera o PT que nesta cidade, esta bem longe do entendimento de conjuntura política que hábilmente manteve Lula e agora Dilma no poder. Carlinhos não parece ousado, mas acomodado na situação de cacique regional do PT. Wagner Balieiro tem muito talento , mas não quer ter luz própria, poderia sair do PT e ir por um partido de esquerda qualquer como PC do B ou PSOL, mas não quer ousar, prefere a comoda situação de vereador que lhe vai dar doze mil por mês. Wagner e mais alguém da direita como Alexandre da Farmácia poderia ajudar a gerar um segundo turno na cidade beneficiando o eterno candidato a prefeito pelo PT.
É uma pena que Ângela Guadagnim se desgastou no congresso , mas ela fez o que acreditava e pagou seu preço. E foi uma grande deputada. Quem não comete erros? Carlinhos tem uma carreira bem sucedida? Mais ai esta o problema, assim como Amélia Naomi, tornou-se por demais um profissional de política? E esta ai o perigo. Há em seus olhos o sonho de transformação? Como vemos em Lula e agora Dilma mesmo ela sendo uma figura com mais noção de gestão? Nossa cidade e nosso estado precisam sair das garras desta extrema direita. Na cidade tivemos a grande e atacada administração de Ângela Guadagnim com seus muitos acertos e erros, mas respiramos mais democracia em todos os segmentos sociais. E na época não havia a internet com sua democracia. Estávamos presos as rádios, que são veículos da direita.
E agora ainda temos tempo de mudar a cidade. Que os articuladores e as pessoas que querem mudanças na cidade se reúnam para gerar mudanças. E vamos em frente vencer o medo e o terror impostos pelos herdeiros de Sobral sem nem um medo de ser feliz. Recriar a alma desta cidade, limpar a cidade da sujeira destes tecnocratas que nos vendem por trinta moedas. Um filho da cidade fazer o que faz e fará. É muito estranho. Eu cresci nesta cidade e a amo e por isto vamos muda-la sem medo de ser feliz.
JOKA
joão carlos faria






