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ROBIN HOOD (Robin Hood)

ROBIN HOOD (Robin Hood)
De Ridley Scott, 140 min

Robin Hood
Ação/Aventura
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Brian Helgeland , Ethan Reiff e Cyrus Voris
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Mark Strong, Matthew Macfadyen, Danny Huston, Kevin Durand, William Hurt, Max von Sydow, Scott Grimes, Eileen Atkins, Léa Seydoux, Bronson Webb, Oscar Isaac, Robert Pugh, Alan Doyle



Em 2000, o cineasta Ridley Scott e o ator Russell Crowe trabalharam juntos pela primeira vez, nos presenteando com o excelente “Gladiador”. Desde então, estiveram juntos outras vezes, mas sem o mesmo resultado icônico.
O roteiro de Brian Helgeland (Oscar por “Los Angeles – Cidade Proibida”, em 1998), Ethan Reiff e Cyrus Voris até que escolheu seguir um caminho interessante a, pois ao invés de contar mais uma vez a conhecidíssima história do mítico arqueiro fora-da-lei britânico que roubava dos ricos para dar aos pobres, preferiu mostrar um ângulo novo, apresentando a origem do personagem, e de como ele viria a ser o herói que conhecemos.

 O filme começa mostrando o rei Ricardo Coração de Leão voltando das sangrentas Cruzadas, aproveitando para saquear todos os castelos que encontra no caminho de volta às ilhas britânicas.
Em seu exército encontra-se o excepcional arqueiro Robin Longstride (vivido Russel Crowe). Com a morte do monarca em uma das batalhas, Robin, cansado das guerras, decide abandonar as tropas e parte juntamente com seus amigos Will Scarlett (vivido por Scott Grimes), Allan A’Dayle (papel de Alan Doyle) e Little John (Kevin Durand, de pequeno papel em LOST). Mas as coisas tomam um rumo inesperado, e o quarteto se vê obrigado a se fazer passar por cavaleiros, já que o homem encarregado de levar a coroa do rei morto de volta à Inglaterra – o cavaleiro Robert Loxley – é morto numa emboscada.

Robin assume a identidade de Loxley e cumpre sua missão, e vê a coroa ir para a cabeça do até então príncipe John (vivido por Oscar Isaac), um governante fraco, que segue os conselhos de seu amigo de infância Godfrey (Mark Strong) e leva uma já falida Inglaterra à beira de uma guerra civil contra os nobres britânicos do norte, insulflada por injustos impostos cobrados à custa de sangue do povo, literalmente.
O que o rei John não sabia é que seu conselheiro, num ato de traição, estava na verdade mancomunado com o rei Felipe da França, num plano para enfraquecer a Inglaterra para então invadí-la. Alheio a isso, Robin segue para Nottingham, para cumprir a promessa feita ao falecido Loxley, de entregar sua espada ao seu pai. Lá ele encontra primeiramente a viúva de Loxley, Lady Marion (vivida por Cate Blanchett), e em seguida Sir Walter Loxley (Max von Sydow).

 O veterano Max von Sidow aliás, entrega a melhor atuação dramática do filme, dando um show à parte.
Cate Blanchett, que dispensa elogios, faz uma atuação morna, mas ainda assim superior a de Crowe, que atua no automático, não entregando emoção alguma ao personagem, como quando declara seu amor à Marion antes de partir pra batalha. Me lembrou a emoção passada por um Extermindor do Futuro. Outros coadjuvantes que fazem bonito são William Hurt, que vive o nobre William Marshal, e Mark Addy, que interpreta um divertido Frei Tuck. Mark Strong entrega um interessante Godfrey, e nos prova ser um especialista em viver vilões.

 Não existe absolutamente química alguma entre Robin Hood e Lady Marion, mas o maior problema da película é mesmo as situações forçadas pelo roteiro. Ele se abre em várias linhas narrativas ao mesmo tempo, mas não consegue sustentar nenhuma delas. Somos inundados por uma sucessão se “coincidências” que irritam, como Robin cruzar léguas para devolver uma espada e dar de cara justo com a única pessoa que sabia quem havia sido seu pai.
E a mudança de personalidade dos personagens para poder se encaixar no roteiro é ainda pior.
Robin, de arqueiro humilde vira um cavaleiro com discurso poderoso, digno de um “Coração Valente”, mas o que não dá pra engolir mesmo é a “dona de casa” Lady Marion num piscar de olhos virar uma guerreira com armadura e tudo.

 O filme foi rodado no País de Gales e na Inglaterra, com locações belíssimas, Fotografia (de John Mathieson) de primeira qualidade, grandiosas cenas de batalha, bom figurino, bela Trilha Sonora (de Marc Streitenfeld)… mas quando juntamos todas essas peças, não temos um grande filme, elas simplesmente não deram liga. Não conseguimos embarcar em momento algum na história, nem sentir empatia com o herói, e isso é mais do que obrigatório em filmes desse tipo, do herói épico.

 ”Robin Hood” vale pelas belas cenas e locações, como uma claramente inspirada em “O Resgate do Soldado Ryan”, mas fica a léguas de distância de “Gladiador”…
Robin Longstride não se tornará uma lenda como o general romano Maximus Decimus Meridias se tornou, na filmografia de Russel Crowe.
Rise and rise again, until lambs become lions!

  Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:

Sala 2: 13h50, 19h00, 21h40 (Dublado)
Sala 1: 14h10, 16h50, 19h30, 22h10 (Legendado)

Horários válidos até 02/06/10

www.cinesystem.com.br/page/cidade.asp

 DALTO FIDENCIO
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twitter.com/DaltoFidencio

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One Response to "ROBIN HOOD (Robin Hood)"

  1. dalto disse:

    Elizabeth em 04/06/2010 às 05:54 disse: Robin Hood foi e é um daqueles heróis que guardo lá no fundo da memória…não dá pra esquecer essa história da minha infância…Parabéns Dalto!!!

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