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SUBSTITUTOS (Surrogates)

SUBSTITUTOS (Surrogates)
De Jonathan Mostow, 104 min

Surrogates
Ficção Científica
Direção: De Jonathan Mostow
Roteiro: John D. Brancato e Michael Ferris
Elenco: Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Boris Kodjoe, James Francis Ginty, Michael Cudlitz, James Cromwell e Ving Rhames.

Ficção Científica da Disney, baseada nos quadrinhos homônimos de Robert Venditti e Brett Weldele.
Estamos em 2054, e mais de 90% da humanidade abriu mão da sua vida normal e agora as pessoas vivem enclausuradas e protegidas em suas casas, usando andróides com perfeita aparência humana controlados pela mente dos usuários para todas as atividades diárias. Ou seja… o Second Live e o The Sims chegaram ao seu upgrade definitivo! Afinal, a diferença entre o SL e o The Sims e a da vida das pessoas em Substitutos não é tão diferente assim, concordam?

Vivendo através dos Substitutos, a humanidade não corre mais perigo. Os crimes são coisa do passado, e o medo foi erradicado da sociedade, já que se algo acontecer com seu Substituto, basta mandar para a manutenção ou comprar outro, em caso de “perda total”.
Essa é a premissa criada pelos roteiristas John D. Brancato e Michael Ferris, que já haviam trabalhado com seres robóticos em Exterminador do Futuro 3 e Exterminador do Futuro: A Salvação; e a direção ficou nas mãos de Jonathan Mostow, também de Terminator 3.
Voltando à trama, este novo mundo perfeito mostra não ser tão perfeito assim, quando um Substituto é destruído por uma arma misteriosa, e para a surpresa da polícia, seu usuário também morre no mesmo instante, com o cérebro liquefeito.

Entra em ação o personagem de Bruce Willis (com uma peruca que faria Tom Hanks, em O Código Da Vinci, morrer de inveja), o detetive Tom Greer, criado com a junção de quase todos os clichês possíveis para um policial de Hollywood: amargurado pela perda do filho pequeno, problemas de relacionamento com a esposa, etc. Greer fica encarregado de descobrir não apenas quem é o assassino, mas também a origem e o paradeiro desta nova arma, capaz de levar pânico à população, se for divulgado que as pessoas podem morrer se seu Substituto for “morto” pelo artefato.

As atuações são obviamente, robóticas e a direção de Mostow é insegura, pecando em vários detalhes (exagera em explicações de cenas óbvias) e o roteiro não ajuda muito, com algumas cenas até constrangendo a inteligência do espectador (sistemas de segurança que escaneiam rostos, num mundo em que as pessoas podem ter o rosto que quiserem, só pra citar um).

De bom mesmo, temos a maquiagem, que criou rostos “artificiais” bem convincentes, e principalmente algumas ótimas cenas de ação, onde o bom e velho Willis até nos lembra de seus tempos em “Duro de Matar”. Os efeitos visuais são bastante eficientes, e também são um destaque na produção.

A trama, que aos poucos nos mostra que existe uma grande conspiração por trás dos crimes, é um tanto previsível, e o final não chega a empolgar. Uma pena, pois a premissa criada na HQ era interessante, mas vemos essa criatividade ser desperdiçada.

Surrogates não chega a ser um filme tão ruim, mas nem de longe deixa saudades. A não ser que você seja um Substituto…

Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:
Sala 2: 16h00, 18h00, 20h00 (Legendado)
Horários válidos até 12/11

Veja o site do Cinesystem >>

DALTO FIDENCIO
nils satis nisi optimum

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Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

2 Responses to "SUBSTITUTOS (Surrogates)"

  1. dalto disse:

    Fred Aguiar em 10/11/2009 às 13:05:27 disse: Boa crítica, mas descordo no final. “Surrogates, não chega e ser um filme ruim”, Sim ele chega… O Acumulo de Cliché’s consegue fazer isto. No começo do filme vc logo vê, a motivação… cliché, o conflito cliché, policial que tenta ser durão cliché…. na primeira meia hora do filme vc pode descobrir o final, afinal vc já viu isto milhões de vezes, a unica coisa que poderia salvar seria se o Bruce Willis interpretasse realmente o john Maclaine, com o mesmo pique e o mesmo humor. Mas não… bem, Bruce Willis nunca foi famoso por interpretar bem, talvez como John Maclaine ele seja apena ele mesmo. Eu queria ver o decadente Willis resurgir mas não vai acontecer, não com este filme. A historinha é arrastada, a premissa é relamente boa, mas perde fácil para o filme concorrente também ruim, Gamer. O roteiro não convence, fotografia não é boa, a direção é tão obvia que chega a ser ridículo, vc acaba sabendo tudo que vai acontecer minutos antes, sempre…. Cruzes que filme chato, tudo igual e mais do mesmo, ele num chega a ser o típico enlatado americano, pois o enlatado na maioria das vezes tem uma boa direção, quando tudo falha a direção segura…. É obvio dizer que a direção tb falhou!!! Preferia ter ficado em casa assistindo Discovery. Um Abraço, POET

  2. dalto disse:

    Dalto em 10/11/2009 às 20:15:46 disse: Fred sempre com comentários inteligentes! É muito bom contar com sua presença por aqui.

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