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Tristezas

sobre a importância de ter tristezas

06/10/2010

Bruce Lee certa vez escreveu que “a felicidade é boa para o corpo, mas a tristeza fortalece o espírito”. Confesso que inicialmente fiquei descontente com esta frase (que aceito como sendo uma verdade), mas o tempo me levou à compreensão e melhor assimilação deste fato.

As decepções são, apesar de tudo, a melhor forma de aprendizado que eu tive, pois foram as que mais me deixaram “pra baixo”, mas se seguiram de perto pela amargura da rotina. Que as decepções nos forçam a aprender, levantar a cabeça e seguir, sabendo do erro de julgamento que fizemos a maioria já sabe, mas vejo que outras pessoas, tal como eu, levam tempo para perceber que se é mais triste quando se “cai na rotina” e que isso nos ajuda, depois de um tempo, a aprender muito sobre nós mesmos…
O problema maior é que a rotina é um estado confortável (apesar de tudo), então não nos damos conta de estarmos vivendo mecanicamente. Nossa percepção falha, nosso cérebro enferruja e nossa mente para de crescer.
Não tenho dados que comprovem o que estou escrevendo, tampouco posso alegar o que digo como o certo (o que significaria que o mundo está todo errado), mas tenho como fontes a herança escrita de diversos filósofos do oriente ao ocidente do mundo e bem, se você não acreditar em mim, não importa mesmo o que eu escreva aqui, não é mesmo?
Enfim, enxergar que estamos na rotina é um caminho para a mudança, e a mudança é a essência do ser – humano (ouso dizer seu maior Dom). Só assim é que resolvemos “acertar” nossa vida, só mudando para chegarmos mais perto daquilo que realmente somos.

* imagem de Roy Linchester – Crying girl (1964)

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Filed in: Helder Pereira, Literatura

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