Como surgiu a São Silvestre? Quem são os maiores campeões? Quem são os recordistas? Qual o país com maior número de vitórias?
Conheça a história e os números da São Silvestre e veja porque esta prova é tão especial para os corredores brasileiros.
História
Nem mesmo Cásper Líbero – idealizador, organizador e promotor da São Silvestre – poderia supor que aquela competição que reuniu, em 1925, apenas 48 atletas iria transformar-se em uma das mais importantes provas de pedestrianismo do mundo. A São Silvestre faz parte do calendário mundial de provas de rua da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).
A idéia da realização da São Silvestre nasceu quando em viagem a Paris Cásper Líbero assistiu a uma prova noturna em que os competidores carregavam tochas de fogo. Idealista e empreendedor, o jovem jornalista que havia assumido a direção do jornal A Gazeta Esportiva em 1918, já se caracterizava pela criatividade e como vitorioso em seus projetos e idéias. A própria Gazeta era um concreto exemplo de sua capacidade, guindado à posição de um dos mais respeitados veículos de comunicação do país.
Acostumado a superar obstáculos, o “pai” da São Silvestre fez com que ela fosse realizada mesmo diante das maiores dificuldades. Exemplo desta determinação foram as edições de 1932, durante a Revolução Constitucionalista em que São Paulo lutava contra outros estados brasileiros, e as de 1939 até 1945, durante a II Guerra Mundial.
Diversas alterações foram promovidas na estrutura da São Silvestre a partir de 1989, sempre com o objetivo de aprimorar o nível técnico da competição. Inverteu-se o sentido do percurso. Alterou-se o horário da prova, agora disputada na tarde do último dia do ano e ampliou-se o percurso para exatos 15 mil metros (em 1991), atendendo às especificações da IAAF para poder integrar seu calendário.
A partir de 1998 a empresa Chiptiming de Sérgio Müller inicia a utilização de chips de cronometragem eletrônica para os atletas de elite. Atualmente todos os atletas utilizam o chip, o que garante uma cronometragem rápida e eficiente.
Recordistas
Desde 1991 o percurso de 15 km da São Silvestre continua inalterado. Neste percurso o recorde masculino pertence desde 1995 ao queniano Paul Tergat (43min12s). No feminino, desde 1993, a recordista é a queniana Hellen Kimayo (50min26s).
Atletas com maior número de títulos
Masculino -
Paul Tergat (Quênia) venceu cinco vezes (1995,1996,1998,1999 e 2000). Com 4 vitórias estão o belga Gaston Roelants (1964, 1965, 1967 e 1968), o colombiano Victor Mora (1972, 1973, 1975 e 1981) e o equatoriano Rolando Vera ( 1986, 1987, 1988 e 1989).
Entre os brasileiros, José João da Silva (1980/1985) e Marilson Gomes dos Santos (2003/2005) são destaques da história com dois títulos cada um.
Feminino
A portuguesa Rosa Mota é a maior vencedora da história da São Silvestre. A atleta venceu seis edições seguidas (1981 a 1986) e dificilmente será superada.
Entre as brasileiras, apenas cinco vitórias em 32 anos de história: Carmem de Oliveira (1995), Roseli Machado (1996), Maria Zeferina Baldaia (2001), Marizete Rezende (2002) e Lucélia Peres (2006).
Países com maior número de títulos
No masculino o Brasil e o Quênia têm 10 títulos cada um. A Bélgica e Colômbia venceram em 6 ocasiões. Portugal, México e Equador tem 4 vitórias cada.
No feminino Portugal tem 7 títulos. O Quênia tem 6 vitórias e o Brasil venceu 5 edições.
Distâncias ao longo dos anos
Desde a sua primeira edição, a São Silvestre teve seu percurso alterado várias vezes. Entre 1942 e 1944 a prova realizada em sua distância mais curta (5.500 metros). O percurso atual de 15 mil metros foi instituído em 1991.
Todos os campeões
Até a sua 20ª edição, a São Silvestre era disputada apenas por brasileiros. A partir de 1945, assumiu caráter internacional com a participação de atletas de diversos países. Pelas ruas de São Paulo já correram atletas americanos, europeus, africanos e asiáticos.
Fase nacional
1925 – Alfredo Gomes
1926 – Jorge Mancebo
1927 – Heitor Blasi
1928 – Salim Maluf
1929 – Heitor Blasi
1930 – Murilo de Araújo
1931 – José Agnello
1932 – Nestor Gomes
1933 – Nestor Gomes
1934 – Alfredo Carletti
1935 – Nestor Gomes
1936- Mário de Oliveira
1937 – Mário de Oliveira
1938 – Armando Martins
1939 – Luiz del Greco
1940 – Antônio Alves
1941 – José Tibúrcio dos Santos
1942 – Joaquim Gonçalves da Silva
1943 – Joaquim Gonçalves da Silva
1944 – Joaquim Gonçalves da Silva
Fase Internacional
1945 – Sebastião A. Monteiro(BRA)
1946 – Sebastião A. Monteiro(BRA)
1947 – Oscar Moreira(URU)
1948 – Raul Insonoriza(CHI)
1949 – Vija Hino(FIN)
1950 – Lucien Theys(BEL)
1951 – Erik Kruzciky(ALE)
1952 – Franjo Mihalic(IUG)
1953 – Emil Zatopeck(TCH)
1954 – Franjo Mihalic(IUG)
1955 – Kenneth Norris(ING)
1956 – Manoel Faria(POR)
1957 – Manoel Faria(POR)
1958 – Osvaldo Suarez(ARG)
1959 – Osvaldo Suarez(ARG)
1960 – Osvaldo Suarez(ARG)
1961 – Martin Hyman(ING)
1962 – Hamoud Ambu(FRA)
1963 – Henry Clercky(BEL)
1964 – Gaston Roelants(BEL)
1965 – Gaston Roelants(BEL)
1966 – Alvaro Mejia Flores(COL)
1967 – Gaston Roelants(BEL)
1968 – Gaston Roelants(BEL)
1969 – Juan Martinez(MEX)
1970 – Frank Shorter(EUA)
1971 – Rafael Tadeo Palomares(MEX)
1972 – Victor Mora(COL)
1973 – Victor Mora(COL)
1974 – Rafael Angel Perez(Costa Rica)
1975 – Victor Mota(COL)
1976 – Edmundo Warnke(ALE)
1977 – Domingo Tibaduiza(COL)
1978 – Radhouane Bouster(FRA)
1979 – Herbert Lindsay(EUA) /
1980 – José João da Silva(BRA) /
1981 – Victor Mora(COL)
1982 – Carlos Lopes(POR)
1983 – João da Mata (BRA)
1984 – Carlos Lopes(POR)
1985 – José João da Silva (BRA)
1986 – Rolando Vera(EQU)
1987 – Rolando Vera(EQU)
1988 – Rolando Vera(EQU)
1989 – Rolando Vera(EQU)
1990 – Arturo Barrios(MEX)
1991 – Arturo Barrios(MEX)
1992- Simon Chemoiywo(QUE)
1993 – Simon Chemoiywo(QUE)
1994 – Ronaldo da Costa (BRA)
1995 – Paul Tergat(QUE)
1996 – Paul Tergat (QUE)
1997 – Emerson Iser Bem (BRA)
1998 – Paul Tergat (QUE)
1999 – Paul Tergat (QUE)
2000 – Paul Tergat (QUE))
2001 – Tesfaye Jifar (ETI)
2002 – Robert Cheruiyot (QUE)
2003 – Marilson Gomes da Silva (BRA)
2004 – Roberto CheruyIot (QUE)
2005 – Marilson Gomes dos Santos(BRA)
2006 – Franck Caldeira (BRA)
2007 – Robert Cheruiyot (QUE)
Feminino
Em 1975, ano em que a ONU homenageou as mulheres com o Ano Internacional da Mulher, a organização da São Silvestre, instituiu a primeira prova feminina.
Campeãs
1975 – Christa Valensieck(ALE)
1976 – Christa Valensieck(ALE)
1977 – Loa Olafsson(DIN)
1978 – Dana Slater(EUA)
1979 – Dana Slater(EUA)
1980 – Heide Huterer(ALE)
1981 – Rosa Mota(POR)
1982 – Rosa Mota(POR)
1983 – Rosa Mota(POR)
1984 – Rosa Mota(POR)
1985 – Rosa Mota(POR)
1986 – Rosa Mota(POR)
1987 – Marta Tenório(ECU)
1988 – Aurora Cunha(POR)
1989 – Maria del Carmem(MEX)
1990 – Maria del Carmem(MEX)
1991 – Maria Luiza Servin(MEX)
1992 – Maria del Carmem(MEX)
1993 – Hellen Kimayio(QUE)
1994 – Derartu Tulu(ETI)
1995 – Carmem de Oliveira(BRA)
1996 – Roseli Machado (BRA)
1997 – Martha Tenório (EQU)
1998 – Jevtic Olivera (IUG)
1999 – Lydia Cheromey (QUE)
2000 – Lydia Cheromey (QUE)
2001 – Maria Zeferina Baldaia (BRA)
2002 – Marizete Resende (BRA)
2003 – Margareth Okayo (QUE)
2004 – Lydia Cheromei (QUE)
2005 – Jevtic Olivera (Sérvia)
2006 – Lucélia Peres (BRA)
2007 – Alice Timbilili (QUE)
Evolução no número de participantes
1930 – 890
1935 – 3.232
1965 – 6.400
1970 – 7.400
1984 – 8.000
1989 – 9.100
1990 – 11.000
1998 – 12.300
2000- 14.000
2001 – 17.000
2003 – 15.000
2004 – 15.000
2005 – 15.000
2006 – 15.000
2007 – 20.000
2008 – 20.000
Observação: em várias edições faltaram vagas para o número de interessados. A organização limita o número de inscrições de acordo com os itens de segurança e logística de cada ano.
Fonte: –www.saosilvestre.com.br–
Veja todos os campeões da Corrida Internacional de São Silvestre
São Paulo (SP)
Fonte: Gazeta Esportiva
A Corrida Internacional de São Silvestre, mais tradicional prova de rua da América Latina, chega na sexta-feira à 86ª edição. Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero, a disputa tem como maior vencedor o queniano Paul Tergat, que conquistou o título em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000.
O Quênia tem os atuais campeões da prova tanto no masculino quanto no feminino: James Kipsang (venceu também em 2008) e Pasalia Kipkoech Chepkorir, respectivamente. As últimas conquistas do Brasil ocorreram há quatro anos, com Franck Caldeira e Lucélia Peres.







