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Um Verso Brincalhão!

O Universo Brinca…

O universo brinca usando ferramentas, as mais diversas. Usa as pessoas, os objetos, a natureza, os fenômenos, a matéria em seus diferentes níveis ou em suas diferentes camadas (de cebola, como diria o Shrek?) desde a mais densa até a mais sutil, para sua empreitada.

É preciso uma leitura minuciosa do que está ao redor para poder decifrar a brincadeira. É preciso observar as nuances, lampejos sutis, frutos da ação e reação de toda manifestação umana, Humana, animal, vegetal e mineral. Todos os atos coordenados e em ressonância absoluta com as coisas manifestas e imanifestas, cognoscível e incognoscível que permeiam a vida banal ou profunda, dependendo dessa atenta observação.

É uma brincadeira danada, porque mexe no mundo mental, onde criam-se e recriam-se os hologramas e as efígies. É onde criador e criatura defrontam-se constantemente e se confundem. É onde o guardião do umbral fica na porta à espera da presa. É onde reside toda a sorte de desenganos. Mas também é a oportunidade de adentrar-se ao templo das formas de pensamentos mais puros.

Muito trabalho para adentrar a esses misteriosos portais!

Somos todos instrumentos de alguma coisa e para alguma coisa que está além da nossa simples compreensão, está além das aparências e tudo aquilo que parece ser, não é.

Mas quando escuto a nona sinfonia de Beethoven, sinto ressoar dentro dos meus neurônios algo antigo e incompreensível. Tenho a impressão que sei alguma coisa, mas ela está tão bem guardada que nunca vem à tona. Fico a ensimesmar-se sobre isso e não chego nunca a lugar nenhum, então, desisto de ouvir o grande mestre leonino e vou ouvir o som delicado de Chopin que aguça a minha sensibilidade.

Fico então num silêncio tão profundo que tenho uma leve impressão que vou desaparecer. Não ouvir a si mesmo é entrar num vazio tão intenso e desconhecido que provoca medo e um desejo incontrolável de descobrir o começo de tudo. Onde será que fica esse começo? Onde será que fica o fim desse começo? Por que estamos sempre no meio dessa história?!

Elizabeth

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Filed in: Elizabeth de Souza, Filosofia

10 Responses to "Um Verso Brincalhão!"

  1. Elizabeth disse:

    Jojo em 8/10/2009 às 15:17:08 disse: o que está bem guardado e que não vem à tona é esse teu desejo de ser sempre brincalhona gosto do teu jeito de escrever mas peço que publique alguma pista de um tal cara carlos fernando , poeta musico cujo começo de poema canção aparece bem abaixodo endereço do seu antigo blog omundodabeth.

  2. Elizabeth disse:

    João Carlos Faria em 29/7/2009 às 23:20:06 disse: Oi prefiro o silencio bom texto…

  3. Elizabeth disse:

    Elza em 17/05/2011 às 16:27 disse: Oi Beth, que poema profundo, que até eu consigo meditar que espécie sou. Espécie gente, cheio de mistérios e beleza, é o que você revela ser o homem, o ser humano nesta terra enquanto se desliza sobre o planeta na maior igenuidade. Parabéns. Elza

  4. Elizabeth disse:

    Reinaldo em 17/05/2011 às 16:29 disse: Oi amiga!
    Essa oscilação entre a terceira e quarta dimensão é saudável, mas com Bach vamos da terceira para a
    décima terceira.ai, tudo é paz!
    Grande abraço e beijo
    Continue sempre na Luz!
    Obrigado pela lembrança

    • Elizabeth disse:

      Elizabeth em 17/05/2011 às 16:29 disse: Reinaldo?!
      Que bom você estar por aqui.Por que some assim?
      Essa sua mania de aparecer e sumir dá tontura na gente.Essa oscilação é barra!
      Abraços!!!

  5. Elizabeth disse:

    Paulo Pinheiro em 17/05/2011 às 16:30 disse: Bete, digamos.. na estrada dos desenganos a gente tem muitos brinquedos para abandonar. Entre o profundo e o belo muitas coisas para escolher. aos que não nascemos prontos fica a questão: “até quando ser ou não ser”?
    Paulo Pinheiro

  6. Luciana disse:

    Oi,Beth! Saudades! Amei
    Abraços!
    Lu

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