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UP – ALTAS AVENTURAS (UP)

UP – ALTAS AVENTURAS (UP)
De Pete Docter e Bob Peterson, 103 min

 UP
Animação
Direção: De Pete Docter e Bob Peterson
Roteiro: Bob Peterson
Elenco: Vozes de Christopher Plummer, Edward Asner, Jordan Nagai.

Existe uma famosa empresa farmacêutica sediada em Leverkusen, na Alemanha, que tem por slogan “Se é Bayer, é Bom”… bem, a Pixar Animation Studios bem que poderia usar algo parecido: “Se é Pixar, é Ótimo!”. Incrível como este estúdio consegue sempre primar pela excelência em tudo o que faz! Quando a produção de UP foi anunciada, boa parte da crítica duvidou que um enredo que conta a história de um senhor idoso amargurado e sua casa voadora conseguiria fazer sucesso. Bem, mas uma vez ficou provado: jamais duvidem da Pixar! UP é mais uma obra-prima que vem se juntar a Wall-E, Procurando Nemo, Carros, Monstros S.A. e tudo mais que o mágico estúdio pertencente à Disney (mas que possui liberdade criativa) coloca a mão. Seguindo a linha de direção do simpático robozinho da animação anterior, vemos uma história tocante, sensível – que diverte, sem dúvida – mas que é muito mais adulta que as produções da concorrência.

A bola da vez é Carl Fredricksen, o protagonista. O filme começa mostrando sua infância, quando Carl era um menino tímido e sonhador, que aspirava um dia seguir os passos de seu ídolo, o explorador Charles Muntz, que cruzava o mundo em seu dirigível. O garoto logo conhece Ellie, uma menina que compartilhava de seu amor pelas aventuras, e que viria a ser o grande amor de sua vida. Eles vêem seu ídolo Charles Muntz ser taxado de fraude (teria forjado a existência do esqueleto de um pássaro) e partir para a América do Sul em busca de provas para limpar seu nome prometendo não voltar enquanto não as tivesse. Carl promete a Ellie um dia levá-la para o mesmo local, que se chamava Cataratas do Paraíso.

Esta primeira parte da história, que mostra a relação do casal Carl & Ellie, desde que eram crianças até chegar a terceira idade, é simplesmente perfeita, belíssima, tocante. Eles envelheceram lado a lado, mas infelizmente não puderam ter filhos, e quando Ellie falece (sem nunca ter visitado as Cataratas), Carl se fecha para o mundo, tornando-se um amargurado senhor de 78 anos.
Sua vizinhança é toda tomada por prédios e canteiros de obra, sendo sua simpática casinha a última lembrança dos tempos de sua juventude, a qual ele se recusa terminantemente a vender. Somos então apresentados a outro personagem de vital importância, Russell, um atrapalhado menino de 8 anos, que busca esquecer a carência de atenção paterna, mergulhando no mundo do escotismo. Ele precisa prestar ajuda a um idoso para ganhar a única medalha que lhe falta, e faz de tudo para que Fredricksen seja sua “vítima” na boa ação.

Ameaçado de ser mandado para um asilo, Carl decide então cumprir a promessa que havia feito à sua esposa quando ainda eram crianças. E se não pode levar Ellie, ele levará a própria casa para visitar as Cataratas do Paraíso. Ele amarra milhares de balões à casa, tornando-a um dirigível, e inicia sua aventura. O que ele não contava era que um pequeno clandestino – Russell – embarcaria junto, por engano.

A partir daí a história muda de ritmo, trocando a emoção por agilidade. Somos apresentados a personagens que vão garantir o bom humor da trama: um pássaro tamanho-família chamado por Russell de Kevin e a um simpático cão “falante” chamado Dug. Aparece também o vilão, como não podia deixar de ser. E ele é ninguém menos que Charles Muntz, herói de infância de Fredricksen, que enlouqueceu pela obsessão de capturar o pássaro Kevin, e poder então voltar à civilização e limpar seu nome. Ele conta com a ajuda de centenas de cães treinados, que, como Dug, conseguem “falar”, com a ajuda de uma coleira high tech.
Estranhamente, Muntz parece ser da mesma idade que Carl (lembrem-se, ele já era um adulto quando nosso protagonista era apenas uma criança), e isso chega a incomodar um pouco a lógica da trama. Mas vamos entender como licença poética.

O design dos personagens é ótimo, onde destaco as propositais diferenças entre o envelhecido e “quadrado” Carl, e o jovem e “redondo” Russell. Se puderes, prefira a versão em 3D e maravilhe-se ainda mais com as paisagens belíssimas da película.

A trilha de Michael Giacchino é de altíssima qualidade, contando até com a maravilhosa ópera Carmen, de Bizet.

A Pixar aparentemente tem uma capacidade ilimitada de se reinventar… e de emocionar. E isso torna UP mais do que obrigatório para quem gosta da Sétima Arte.

Recomendadíssimo!

Em cartaz no Cinesystem, no Vale Sul Shopping:
Sala 6: 13h40, 15h45, 17h50 (Dublado)
Horários válidos de 03/10 a 08/10

DALTO FIDENCIO
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http://twitter.com/DaltoFidencio

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Filed in: Cinema, Dalto Fidencio

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