Por Joka Faria
15/11/2010
Hoje pela manhã, andava a navegar pela poesia de Edu Planchez. E agora ouço Caetano Veloso com sua música IT’ S A LONG WAY … Hoje à tarde delirava eu. num projeto que nunca farei, uma Semana Edu Planchez nas cidades de São José dos Campos e São Sebastião do Rio de Janeiro.
Semana para tirar uma onda de São José com suas esquisitices conservadoras em pleno século vinte e um. Anda-se a fazer sempre o mesmo por estas bandas mesmo na era da Flip, que é uma festa organizada pela elite dominante do planeta, mas bem feita.
Mas o que fazer de novo? Já ganhamos o título de escritores fracassados? Já fizemos muito e também muito pouco. Já acreditamos em tolas revoluções. Descubro então, que a comunidade não dá a mínima pra cena politica e cultural da minha cidade. Nós que nos dizemos artistas, não existimos para a população joseense e ainda falam que ninguém vai nos eventos da Fundação Cultural Cassiano Ricardo… Pergunta, quando mudará ?
O que fazer numa era institucional, onde a arte se que é existe arte hoje, virou projeto? Projetos esses, apresentados às Instituições Culturais das cidade, dos países e de todo planeta.
Acho que a grande sacada atualmente é fazer arte no paralelo , ter uma profissão apesar de nossa vocação, se é que temos de fato uma vocação. Pode ser um delírio coletivo. Epa! e o livro DELIRICO DE DAILOR VARELLA.
Viver de arte é muito perigoso. O artista perde a essência básica que é questionar , subverter, pelo menos tentar explodir o que está estabelecido.
Portanto, pensando assim, artista a flor da pele já não existe ou são muito poucos. Sendo a figura um marginal ou alguém crescido dentro de um sistema e acaba se marginalizando ou marginalizado. O artista produto é uma invenção da cultura de massa HOLLYHOOD. E nos somos massas de tomates.
Todos nós, no caso escritores, queremos cometer a bobagem de repetir um caminho já feito por um Paulo Coelho e mesmo assim descem a lenha no cara.
O importante é tentarmos buscar uma originalidade. Coisa que busco e ainda não alcanço, ainda irei alcançar? Mas é um caminho tortuoso e metafisico, talvez não alcancemos numa só vida.
Estamos cada vez mais sós. Ninguém se junta com o proposito de mudar de fato. Acabam repetindo as mesmas tolices que já fizemos. Não há memoria. E ausência de memoria é burrice. Já não tenho a devida paciência para frequentar sarais onde ninguém ouve de fato o que o outro tem a dizer. Somos por demais vazios.
Vou ouvindo Caetano varias vezes no decorrer da escrita deste texto. O cara é genial dizem que ele e Lula só falam bobagens. As vezes sim as vezes não. Quem acerta sempre?
Caetano já é uma lenda viva como Chico Buarque que arrebata uma multidão de prêmios com seus livros.
Quem há de novo para comentarmos? Favor me apresentarem os grandes talentos de nossa geração…Se existem devem ainda estar bem quietinhos, pois nossa mediocridade toma conta e não dá espaço.
Nunca vejo um pseudo artista indicar outro que saia do coração. A coisa é sempre bem hipócrita. Só por trocas de vaidades.
Chega! vou é dar um mergulho no mar. Subir uma montanha. E ouvir IT’S A LONG WAY … . E meditar … Viva SAW … Que nos trouxe a chave…Tentar achar um bom livro para ler. Uma boa música. E tentar fazer algo mesmo que seja só ler.
Onde esta Pasárgadas ? Não sei! As vezes uma TV a cabo, salva ou até a internet desde que saibamos a hora de entrar ou sair.
Vou de novo citar LUIZ CARLOS MACIEL e seu livro AS QUATRO ESTAÇOES, ele consegue pensar, sem estar preso ao academicismo.
Meus caros temos que entender que a arte vem de dentro do nosso abismo. E para criar devemos adentrar-nos.
Que meu texto acerte um só coração, além do meu próprio.
Enquanto isto vou ouvindo Caetano, lendo Edu e buscando um livro de Chico Buarque. Com estas ferramentas e outras tentando me desvendar.
O ABISMO ESTA DENTRO DE NÓS …
Ainda lerei O PEQUENO PRIINCIPE …
Ainda criarei uma obra que alcance a minha e a sua essência.
Um incendiário beijo…
JOKA
joão carlos faria






