Em meio ao atirar de emoções em sangue a poesia se fez presença em mim. Ela nunca nos deixa. Nós que deixamos de senti-la ou a despercebemos. A poesia flui. Nasce. Está a todo o momento em nossas vidas de tempo inexistentes. Somos sempre mariposas nunca nos transformamos em borboletas. Deixemos de nos abortar para podermos voar enquanto borboletas. É duro não perceber o existir. Risca-se a folha, traça-se o desenho. Ando as avessas querendo descobrir poetas. E me assassino em quanto tal. Bem e Mal se fazem presente em nós. Vôo sorrateiramente por entre a mata. Adentro entre arvores sonhando ser algo que adormece em mim. Faço da vida algo inútil. E não percebo a existência de Deus. Tanto faz para ele que não percebo. Nos fazemos personagem numa existência de duzentos anos. Com nossa cultura, arte percepção nos escravizamos aos desejos dos cinco sentidos. Faço-me poeta para mim mesmo. Não te vejo refletido no espelho. Acordo-te. Tu deves despertar. Cada um que encontre a própria chave. A emoção nos trai. São sanguíneos Versos. Existir nas noites a primavera se faz presença. Hoje caminhei, amei. Existir por entre dores físicas, cansaço.
Dores e temores. Sinto o cheiro de chuva. Deixo de me atirar a emoções sangrentas. Quero ler todos os poetas. Mas no momento tenho uma queda por Ana Cristina Cesar, uma adolescente carioca dos anos setenta que nos fala de tudo. Ainda termino de ler Cecília Meireles. Por entre navios naufragados. Danço num barco em Ilha Bela. Sou corsário. Sou pássaro. Sou homem sem a noção da culpa. Em meio ao atirar de emoções em sangue. Leio poetas no Face. E caio em mim, ainda sou.
Tenho saudade de escrever quando fico dias sem escrever. Mesmo postando mensagens políticas. Insistindo em emoções em sangue. Corsário virtual. Em busca de me entender no mundo. Em busca de entender como se respira. Alma Corsária.
JOKA
joão carlos faria
Carlos
Reichenbach fez o belo filme Alma Corsária.







Beth parabens pela pesquisa. Achou.