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Arrombando a caixa preta

As denuncias contra a gestão Gargione são gravíssimas. Foram publicadas pelos jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Vale e mereceram uma grande reportagem na revista Valeparaibano intitulada “A máfia da Univap” trazendo o próprio Baptista Gargione na capa tambem transformada em outdoors colocados em vários pontos da cidade.  Apesar disso, o professor Baptista foi mantido no comando da FVE/Univap com o apoio de membros do Conselho Deliberativo que foram, no mínimo, coniventes. A troco de que?  É do conhecimento público a distribuição de favores, inclusive bolsas de estudo, a pessoas conhecidas na cidade, alguns até políticos atuantes que retribuíram com títulos de cidadão e de honra ao mérito a Gargione e membros de sua família pela Câmara Municipal.  Ou seja, não se pode responsabilizar somente reitor demitido pelos desmandos por ventura ocorridos, muitos deles denunciados no Inquérito Civil 260/06, arquivado pelo MP, e que podem, a qualquer momento, serem enviados à Justiça.  Dentre eles, está a contratação da FVE/Univap pela SPTrans (São Paulo Transportes), sem concorrência pública, para realização e implantação do
projeto de guiagem magnética nos ônibus do Expresso Tiradentes, antigo Fura-Filas, sob a capenga alegação de notório saber e notória especialização hoje negados pelo Professor Doutor Marcos Tadeu Tavares Pacheco, o fundador e diretor responsável do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap (IP&D), onde foi até reservado um espaço para o tal mirabolante projeto.  Ainda segundo o Professor Doutor Marcos Tadeu, “Quem levou a proposta para Baptista Gargione, que a aprovou, foi o vice reitor Antonio de SouzaTeixeira Junior.”  A FVE/Univap recebeu R$ 19,2 milhões (hoje mais de R$ 50 milhões) da SPTrans sem ter implantado, até hoje, o tal sistema de guiagem magnética não se tendo notícia de quem, realmente, ficou com o dinheiro.  Glosado pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo, o contrato pode, a qualquer momento, ser analisado pelo corregedor-geral, Edilson Bonfim. Lembrando que o atual vice-reitor foi quem liberou a Universidade do Vale do Paraíba, enquanto Ministro da Educação, na ausência do titular, José Goldemberg. Em seguida, Teixeira foi contratado pela gestão Gargione com excelentes salários.  Com estas e com muitas outras cabe à presidência da FVE arrombar a caixa preta e tornar público tudo que lá ocorreu, inclusive confirmando, ou não, as denuncias dos ilustres professores doutores Elcio Nogueira, Darwin Bassi, Francisco Nobrega, Marina Nobrega e outros.  Enquanto isto, conheça mais detalhes sobre o contrato da SPTrans com a  FVE/Univap Vejo São José
- Que cidade!

Ricardo Faria

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Filed in: Educação, Política e Sociedade

One Response to "Arrombando a caixa preta"

  1. JOKA disse:

    Ricardo é que pais?

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