ATIVIDADE PARANORMAL 3 (Paranormal Activity 3)
De Henry Joost e Ariel Schulman, 85 min

Paranormal Activity 3
Terror
Direção: Henry Joost e Ariel Schulman
Roteiro: Christopher B. Landon
Elenco: Katie Featherston, Sprague Grayden, Lauren Bittner, Chloe Csengery, Christopher Nicholas Smith, Jessica Tyler Brown, Brian Boland, Dustin Ingram, Mark Fredrichs
A franquia está de volta, com a terceira (e com toda a certeza, não última) parte das atividades paranormais que assombram as irmãs Katie e Kristi.
É nítido as mudanças na produção aqui, com muito mais cara de filme “de verdade”, deixando de ser tão cru como as duas primeiras produções. Os diretores Ariel Schulman e Henry Joost apostaram em enquadramentos mais cimetográficos e numa edição de verdade desta vez. Mas claro, isso tudo sem parar de fingir que é tudo um documentário, retirado de filmagens amadoras.
A história dos dois primeiros filmes ocorreu de forma mais ou menos simultânea, já neste número três, temos um prequel dos antecessores, ou seja, mostra a história anterior aos acontecimentos já mostrados.
O roteiro é da dupla Christopher B. Landon e Oren Peli (este o criador da franquia e diretor do primeiro filme). Ele mostra a trama em 1988, quando as irmãs protagonistas Katie e Kristie ainda eram crianças.
Katie é vivida por Chloe Csengery e Kristi é vivida por Jéssica Tyler Brown, que se destaca. Com elas estão a mãe Julie (vivida por Lauren Bittner) e o padrasto Dennis (Christopher Nicholas Smith). E então serão mostrados os eventos que acarretarão tudo o que vimos nos filmes anteriores.
Algumas sacadas inteligentes foram inseridas: Dennis ganha a vida filmando casamentos, o que é uma boa desculpa para alguém andar dia e noite com câmeras pela casa (e desta vez analógicas mesmo, com fita VHS e tudo que tem direito)… bem, tudo bem que na maior parte elas ficam fixas, mas você entendeu. Por falar em câmeras fixas, muito boa a idéia da câmera no ventilador! Ela rende algumas das melhores cenas do filme, sem dúvida.
O outro personagem importante na trama é o amigo imaginário da irmã caçula, que ela chama de Toby… não é preciso muita imaginação para saber que Toby não é tão imaginário assim…
Aqui temos menos monotonia que nos filmes anteriores… a fórmula segue a mesma: terror de verdade só nos minutos finais, mas desta vez temos bons sustos distribuídos por toda a trama. Poucos, mas ao menos existem. Mas é nítida a falta de tensão no longa, coisa que um grande filme de terror precisa sempre ter. Isto se deve pricipalmente à reação que os personagens dão aos eventos de poltergeist que presenciam. Se nem eles levam os eventos a sério, como a pessoa na poltrona do cinema irá levar? A reação descrente da mãe quando a filha desesperada se diz atacada fisicamente pelo fantasma, quando bastaria olhar as fitas gravadas para saber a verdade, incomoda e não precisava existir na trama. Ela parece mais preocupada em gritar com o marido do que acudir a filha aflita.
Mas o problema mesmo é o desfecho, bastante forçado, com situações que beiram o bizarro, destoando do andamento que a história tomava. É também muito mal-explicado, mas isso é proposital, para deixar a porta aberta para AP4…
Ao menos, os minutos finais são carregados da tensão que eu cobrava antes. Destaque para a longa sequência sem cortes em plena penumbra.
Nas atuações, destaque apenas para as duas meninas, muito à vontade e convincentes em seus papéis. E os Efeitos Visuais, ainda que bem simples, já são superiores aos dois primeiros filmes.
Visivelmente mais ambicioso que seus antessessores, “Atividade Paranormal 3″ merece uma analogia com a franquia “Jogos Mortais”, que também começou como um filme quase independente e depois desandou – infelizmente – para sequências pasteurizadas sem valor algum. Mas aqui pelo menos as sequências estão se mostrando não penas caça-níqueis, mas estão realmente acrescentando algo à trama. Que continue assim, esperamos.
Recomendado, principalmente a quem já é fã da franquia.
DALTO FIDENCIO
nils satis nisi optimum
http://twitter.com/DaltoFidencio






