Que ser humano estranho é este Edu! sobe em cima de casas ameaça se jogar por não querer trabalhar? Mas enquanto poeta, já trabalha.
Nasceu estrela. Não se prende a esta sociedade que nos exige o pão de cada dia. Edu já nasceu cigano. Circula pelo mundo. Uma hora Rio, de repente Nova Yorque. Tem afetos e desafetos. Nunca se prende Edu na camisa de força do trabalho. Tempestuoso, uma hora critica a indústria cultural. Outra hora compõem para os mesmos. Assim é Edu que nos brinda, de forma gratuita, com seus versos e suas músicas. Em minha opinião é ator e dos bons. Ele mora em frente a toda poderosa Rede Globo. Mas quando passa em frente, cospe, catarra e joga praga. Por estes dias foi visto na manifestação contra os capitalista. Mas dia desses, em Paraty, foi a coquetéis e sarais na casa de príncipe. Edu anda por entre mendigos e reis. Já me falaram que foi em festas na casa de Eike Batista. Mas sempre o mesmo a urinar nas piscinas dos ricos e poderosos e a compartilhar cachorro quente com quem precisa.
Edu, uma metamorfose, um mutante. Sempre contra o sistema que não o absorve. Mas ele sempre sorve. Vaga pelas ruas do Rio. De vez enquando aparece em São José dos
Campos cidade que odeia e ama como uma próstituta. Edu poeta, quem sabe profeta. Mais um poeta que desceu as escadas do inferno e não quer chegar aos céus. Esqueceu-se que baixamos para poder subir. Já jogou cartas, já leu as mãos, mas a avó profetizou sua sina de poeta. Edu um bendito que se veste de maldito. Personagem do Rio, quem sabe um novo malandro cheio de tempestades na cabeça. Tem saudades de Solfidone com quem fazia poesia sentado numa praça. Às vezes abriam portais e navegavam pelo universo sentados numa carruagem de fogo. Sua poética viceral, que desce a infernos. Este é um homem que carrega tempestades nas mãos.
JOKA
joão carlos faria







Joka, vc é muito bonzinho comigo, beijos