2

Eu só lato, mas não mordo

RECADO DIÁRIO DE DAILOR VARELA>>>

Recadeiros de plantão no meio cultural joseense me contaram que muita gente criticada por este escriba gostaria de me contestar, xingar. Mas têm medo.
Medo de que? O direito á resposta é democrático e saudável e deve ser exercido. Infelizmente no circo cultural joseense todo mundo se acha intocável e não alimenta o hábito da polêmica. Sem polêmica não há poesia, arte, literatura. Os poetas concretos e do modernismo de 22 foram “apedrejados” por uma critica pesada. Em São José dos Campos há um marasmo generalizado. Os poetas só se encontram em torno de canapés e altos elogios. É na polêmica, na porrada que se aprende. Ou através da autocrítica. Sou autor de quinze livros. Acho hoje a maioria deles muito ruim. A poesia visual parece ser meu um pulso mais verdadeiro. Os intocáveis poetas joseenses não sei por que gastam dinheiro do próprio bolso para publicar seus livros que não ultrapassam os limites do Buquirinha. No mais me escrevam, me xinguem. O máximo que pode acontecer é um duelo na Praça Afonso Pena.

Dailor Varela

Gostou? compartilhe:
Filed in: Dailor Varela, Literatura, Poesia

2 Responses to "Eu só lato, mas não mordo"

  1. Paulo Barja disse:

    Grande Dailor,
    estou tranquilo pois medo não tenho, como você sabe. Acho até que foi bastante interessante nosso “duelo virtual” através de blogs e emails ano passado.
    A verdade é que, de lá pra cá, estou aprendendo a admirar alguns abnegados que nadam contra a corrente, pois a corrente aqui não anda lá essas coisas. Então, hoje estou bem mais próximo de você do que há um ano.
    Por exemplo: também acho que o embate é extremamente saudável! Tô contigo nisso!
    O fato é que assumo os paradoxos que cultivo: paixão pela Idade Média e ao mesmo tempo um grande repúdio pela caretice bem comportada de boa parte da “galera das artes joseense”. O bom do tempo é que ele vai tirando o medo da gente. Mesmo que afaste algumas amizades (são as não-verdadeiras, então é até bom).
    Tenho enveredado por algumas questões políticas da cidade no blog pessoal (www.paulobarja.blogspot.com), mas tem poesia também, claro – boa e ruim, provavelmente. Passe lá, seus comentários serão bem recebidos. E não tenha pudor em descer a lenha se for o caso.
    Grande abraço,
    Paulo

    Grande abraço,
    Paulo

  2. Joka disse:

    Caracá vou entrar em férias em breve vamos promover este
    duelo. Seria legal Dailor é sincero.
    É um poeta. Gosto de sua prosa de seus escritos. Mas como a
    rever a importância destas Vanguardas Literárias. Poema Processo, Arte
    Conceitual. A poesia concreta o mal falado e execrado Cassiano Ricardo era
    antenado a estas modernidades. Tinha posição política pelo jeito de direita.
    Mas assumia suas posições por isto o lembramos para sempre.
    Eu não sei se sobreviveremos ao tempo.Por isto concordo com
    as reflexões de Dailor.
    Esta cidade precisa ter artistas de fato e a meu ver Wagner
    Moloch, Franklin Maciel, Alex Carrari são artistas em suas buscas políticas, filosóficas
    e metafísicas concordemos ou não. Apuremos nossa percepção.
    E chegaremos a arte.
    Longe de salões São José ? É parnasiana.
    Ainda recrio um coletivo tão insano como foi A Irmandade Neo
    Filosófica;
    A cidade não respira. Temos uma Mantiqueira como cenário e
    não há percebemos. Não somos tão Urbanos assim. Somos caipiras.

    JOKA

    joão carlos faria

Leave a Reply

Submit Comment

© 2012 entrementes.com.br. All rights reserved. XHTML / CSS Valid.
Powered by: Site Vale Produtora.