Após um longo período doente, enfim volto a escrever, ainda não estou totalmente curada da pneumonia, mas já consigo ao menos ficar sentada e respirar sem uma crise de tosse.
Então voltando no assunto que deixei em aberto no ultimo artigo…
Qual a sua mascara?
Acho que um dos maiores factores de morar em outro pais, foi os novos conhecimentos, estes tem sido cada vez mais intensos, na minha busca de auto-conhecimento e conhecer melhor o ser humano.
Numa reportagem feita pela TVI, estima-se que um em cada cinco portugueses sofra de alguma perturbação psiquiátrica. Um número muito elevado, que justifica percebermos melhor estas patologias.
Aqui vai o link da reportagem.
http://www.tvi24.iol.pt/aa—videos—sociedade/jogos-da-mente-reporter-tvi/1290071-5795.html
Ou seja, o porque de tantos problemas psiquiátricos? Muitas vezes nem se chega a ser algo a ser levado a um psiquiatra, mas a um analista, psicoterapeuta, e por ai vai.
Muitos nem la chegam, e portanto se estima que este numero seja bem mais elevado.
Mas o porque disso?
Num mundo onde hoje tantos e tantos usam mascaras, fugas, já não se consegue saber com quem realmente estamos a falar, lidar.
Quando disse que não existe o que chamamos “normalidade” estava justamente tentando chegar a este ponto.
O que achas que é normal?
O que no mundo de hoje é considerado normal?
Vou começar pela mascara mais simples e mais usada hoje em dia, Internet.
Viajar pelos sites de relacionamento, sexo, namoro, enfim, monta-se um perfil tirasse fotos estratégicas, e la esta sua nova imagem, uma pessoa perfeita, normal, um príncipe ou uma princesa, mas e por trás daquele perfil? O que realmente se esconde?
Pela Internet se cria uma mascara de protecção, um muro, onde você pode esconder todas as suas imperfeições, ou ate mesmo poder falar delas, sem ter que mostrar a sua verdadeira face.
Exemplo, num site digamos, mais obscuro, como uma rede de BDSM, muitos não mostram suas faces, muitas vezes se pensa estar falando com um homem mas é uma mulher e vice e versa, assim como em sites mais “inocentes” como Facebook entre tantos.
Mascaras são muitas, mas aquilo que chamamos normalidade existe?
Não.
E vou aos poucos lhes provando isso.
Como no outro artigo, eu vos tinha lhes apresentado uma tabela onde mostrava as características físicas e seus biótipos.
Hoje vou abordar sobre um biótipo, que a cada dia que conheço mais e mais pessoas cá em Portugal, vejo que a dominância deste biótipo aqui é gritante.
Em cada artigo vou abordar um biótipo e suas características, e assim, acho que após todos enfim encontrar qual o seu biótipo, vai perceber de que “normal” ninguém o é.
Caráter psicopático/narcisista
- Factor etiológico: presença de um pai sexualmente sedutor (sedução encoberta e realizada para satisfazer as necessidades narcísicas do mesmo)
- Objectivo é vincular a criança ao pai sedutor
- Pai sedutor: rejeita a criança a nível de suas necessidades de apoio e contacto físico
- Ausência de preenchimento das necessidades básicas (traço ORAL)
- Relacionamento sedutor cria triângulo onde a criança está em posição de desafio frente ao pai do mesmo sexo
- Cria-se barreira de identificação com o genitor do mesmo sexo, portanto aprofunda mais a identificação com o genitor sedutor
- Qualquer tentativa de sair em busca de contacto deixa a criança em posição de extrema vulnerabilidade e por isso a criança desprezou a necessidade ou a satisfez através da manipulação dos pais (sedução)
CONDIÇÕES BIOENERGÉTICA
ENERGIA: Deslocada para a cabeça e redução da carga na parte inferior do corpo
DESPROPORÇÃO CORPORAL: Parte corporal superior mais larga.
Constrição ao redor do diafragma e da cintura – bloqueio da energia e do sentimento (fluxo de descida)
CABEÇA: Aumento de energia, existe unia hiperexcitação da capacidade mental. Contínua atenção aos meios de controle e domínio da situação. Fica a cabeça muito erguida (não é possível perder a cabeça)
OLHOS: Atentos e desconfiados. Não abertos para ver os inter-relacionamentos.
Fechamento em relação a compreensão e percepção da natureza das coisas.
Existe o controle dele para com ele também.
CORPO: É rijo e mantido nos limites de seu controle.
CORRELATOS PSICOLÓGICOS
- Precisa de alguém para controlar, se isto ocorre, depende dele neste fato (deixar ser controlado)
- Necessidade de controle vinculado ao medo de ser controlado, ser usado
- História pode observar disputa pelo domínio entre pais e filho
- Motivação de ter êxito é forte. O individuo não permite ou admite um fracasso, que fica logo na posição de vítima (vitorioso sempre)
- Ele é sedutor com ares de comando ou impele a vítima de modo insidioso e amaneirado
- Prioriza o seu próprio desempenho ou conquista, e dá importância secundária ao prazer nas actividades
- Nega os sentimentos e assim nega as necessidades
- Estratégia: fazer os outros precisarem dele para não expressar sua necessidade e portanto fica sempre por cima
TRATAMENTO
- Trabalhar os limites, transmitindo segurança e confiança no relacionamento terapêutico
- Trabalhar ectodermicamente a percepção consciente dos sentidos do corpo; Contactar com os sentimentos e respiração
- Propiciar maior contacto com as emoções interiores de tristeza, ódio, suavidade, empatia e prazer sexual no relacionamento amoroso
- Trabalhar na contínua desilusão do falso self, de forma a acessar a criança interior humilhada e horrorizada
- Trabalhar a transferência positiva idealizada, a transferência negativa, a frustração e pontuar todas as tentativas de manipulação
- Estar disponível e conectado com os próprios sentimentos e comunica-los sempre ao cliente, de forma a reconhecer no terapeuta uma pessoa humana
- Nunca realizar promessas ou seduções que não possam ser cumpridas.
(Fonte: Prof. Ms. Périsson Dantas do Nascimento)
O porque escolhi estra estrutura para inicio?
Porque cá em Portugal, conheci em pouco tempo, varias pessoas com este biotipo, e vejo cada vez mais e mais estas pessoas se afundarem em mascaras e fulgas.
Dai pergunto, tens coragem tu de dizeres qual é tua mascara?








Olá usamos tantas mascaras. Criamos tantas fantasias. E nos fazemos ilusão.
Estou cursando Pedagogia já estou na escola no papel de estagiário.
Hoje vejo que a geração que educamos não tem limite?
Geralmente sempre nos deparamos com a falta de limite?
E como devemos encarar isto enquanto profissionais? Enquanto educadores.
Enfim estar numa sala de aula hoje pode ser um inferno? Como transformar isto?
Afinal estudamos para isto?
Abraços.
Mais uma postagem deveras interessante!
Parabéns, Fátima…