NÓS
pOR dANIpENELUPPI
Tudo o que aprendi de Amor
Em flor
Foi que as pétalas secam
E se entregam
A terra molhada
E eu não penso em mais nada
Apenas em afagar sua tara
Cobrindo você de beijos
Eu desejo
O seu corpo no meu
Tudo o que quero agora?
Me namora!
Esse amor sagaz
Que me trás
Paz…
O que me desfaz
Recriando em ais
Nosso Mundo voraz!
SÓ UMA PALAVRA
MEU CORAÇÃO PULSA
COM A TERRA GIRANTE
SEM PARAR
SÓ UMA PALAVRA!
TUDO FICA DIFERENTE
O SANGUE CORRE QUENTE
E A GENTE…
SÓ UMA PALAVRA!
PARA DESTRUIR OS EGOS
E RETIRAR
TODOS OS PREGOS DOS PULSOS
SÓ UMA PALAVRA!
E UM SALTO QUÂNTICO
COM VOCÊ
BEM DENTRO DA ETERNIDADE!
SÓ UMA PALAVRA!
AMOR PLATÔNICO
E ela?
Contemplava,
no lago,
o reflexo da lua!
Lindamente,
vestida de branco noturno,
dançando a Valsa
Da Rosa Vermelha
Seus olhos vivos
Seus movimentos harmônicos
Seu cheiro de orvalho
Seu sorriso malvado…
Um anjo,
num círculo,
compondo a canção
que ela mesma canta
UmA deusa,
Ninfa inspiradora,
Criança, moça, mulher
Filha, esposa, amante
Minha pétala,
delicada,
Meu bem…
Mau te quer!
UM OLHAR INVERTIDO NO VIDRO
Apenas observo a chuva…
A árvore, frente aos meus olhos, desfoca
O frio aconchega
Cheira café ao meu redor!
O vidro embaça
Da chaminé,
Sai fumaça…
A lenha, na lareira, estrala
O tiriritar do fogo funde ao
c
h
u
á
da
c
h
u
v
a
no telhado
E eu, aqui,
Sentada
Olhando pela janela
Solitaria-mente nua
Coberta de pensamentos
Quentes e molhados!
Ah, se ainda fosse uma menininha…
Encheria as minhas mãos
De doces e chocolates
E com os dedos melados
Sairia para dançar na chuva
Pisar nas poças
Bem lá onde as gotas também dançam
Onde as folhas, ao chão, sambam
Onde meu barquinho de papel desce
Onde o dia nunca escurece
bem dentro da brincadeira de imaginar…
Apenas observo a chuva…
A árvore, frente aos meus olhos, desfoca
O frio aconchega
REFRANGÍVEL
dENTRO dO eSPELHO
hÁ uMA mULHER
eSCONDIDA
bEM aTRÁS dE sUAS pRÓPRIAS pERNAS!
dE gRANDES oLHOS dENSOS…
dUM tOM
qUE DE tÃO iNTENSO
aO fITAREM a iMAGEM
BRILHAM
ANUNCIADO a cHEGADA dAS lÁGRIMAS…
nÃO cHORES,
cORAÇÃO fOSCO,
qUE o pULSAR
nÃO tERMINA eM nOSTALGIA
e cIANURETO…
pORQUE o rEFLEXO
dA iMAGEM
fALA MAIS QUE vIOLINOS
E fLAUTAS tRANSVERSAIS
e aS pUPILAS
gIRAM
COMO cATAVENTOS
BEM dENTRO dO oLHAR
eXTENSO
PEDINDO uM SUSPIRO e SENSO
nÃO cHORES
cORAÇÃO fOSCO
qUE o pULSAR nÃO tERMINA
eM NOSTALGIA e cIANURETO!








Assim estava o quarto de hora, quando, súbito, fixei meus olhos no pr� dio quase em frente a casa de doce.