Informações delicadas e renovação do pedido de ajuda

Prezados(as) amigos(as), companheiros(as) e profissionais da imprensa que vêm acompanhando o caso do desaparecimento da Sulamita, No próximo dia 16 estará completando 15 meses que a minha filha Sulamita, que fará 34 anos em fevereiro, foi vista entrando sozinha num morro considerado místico, na região do Montanhão, próximo à Via Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP. Ela estava em “surto” emocional; foi procurada na mata durante uma semana e a sua roupa, encontrada pela família, não apresentou, segundo o laudo pericial, nenhum sinal de violência.
Agora, uma informação que ainda não havíamos tornado pública, para não disseminar a idéia/presunção de que ela poderia estar morta – hipótese que somente iremos aceitar quando ficar definitivamente comprovado -, fato que poderia provocar desânimo e até o abandono da busca que vem sendo empreendida, tanto da parte daquelas pessoas e instituições que continuam de diversas maneiras nos ajudando, caso da imprensa, quando noticia diretamente o caso ou trata do problema (desaparecidos no Brasil) de maneira mais ampla; e das muitas pessoas e instituições – grande parte nossas desconhecidas – que têm nos ajudado de diversas maneiras pelo Brasil afora: – No último dia 7, fez 5 meses que o Setor de Antropologia do IML Central de São Paulo coletou sangue meu e da Elvira, mãe da Sulamita, e enviou para o Instituto de Criminalística do Estado; para que fosse realizado o exame de DNA, comparando os sangues colhidos com o de um cadáver de mulher que foi encontrado por um lavrador no município de Guararema-SP, no início do mês de outubro de 2010; menos de 15 dias depois do desaparecimento da Sulamita em S. Bernardo, portanto a aproximadamente 60 quilômetros dali.
Entregue à polícia, o cadáver foi enterrado como indigente e nós, família da Sulamita, fomos procurados pela mesma, 4 meses depois, já no mês de fevereiro, para avaliarmos umas fotos que haviam sido feitas antes do enterro; a Polícia Civil de Guararema chegou à conclusão que o cadáver poderia ser da Sulamita. Esse fato que nos levou, primeiro, a pedir que fosse feito um exame de DNA comparando o sangue da mãe com o material que tinha sido colhido e guardado pelo IML de Mogi das Cruzes; como o resultado advindo desse trabalho ficou inconcluso, suscitando muitas dúvidas; procuramos a Promotoria Pública de Guararema, que nos atendeu, solicitando a exumação do referido cadáver, fato que nos permitiu, além da coleta de sangue, desta vez também do pai, para comparação com o material disponibilizado pela exumação, fornecer farto material radiográfico, além de um molde antigo da arcada dentária da Sulamita, para ser comparado com a do defunto exumado.
O fato animador de todo esse doloroso e demorado processo é que, ainda que oficiosamente, temos a informação, graças à análise antropométrica, já concluída, que o cadáver enterrado em Guararema não é da Sulamita; certeza absoluta somente haverá quando sair o resultado do DNA. Como isso está demorando demais para acontecer e o final do ano está se aproximando – quando muita gente sai de férias e viaja para muitas regiões do país, e até de outros continentes, portanto, uma boa ocasião para disseminar a procura – apelo, em meu nome e da família da Sulamita:

- TODOS QUE PUDEREM REPRODUZIR O CARTAZ QUE ESTAMOS ENVIANDO ATRAVÉS DO ANEXO, TANTO PARA FIXAR EM SEUS CARROS, ESTAÇÕES RODOVIÁRIAS,
IGREJAS, ETC., COMO PARA PODEREM LEVAR PARA ONDE DER, ALÉM DE OBSERVAR MELHOR, ONDE ESTIVER – PRAIAS, CIDADES DO INTERIOR DO BRASIL, EVENTUAIS INSTITUIÇÕES PSIQUIÁTRICAS E/OU “COMUNIDADES RELIGIOSAS” QUE OPERAM EM REGIME DE INTERNATO, PELO PAÍS AFORA – COM O OBJETIVO DE NOS AJUDAR A LOCALIZAR A NOSSA FILHA;
- QUEM PUDER, ESPECIALMENTE A IMPRENSA E AUTORIDADES PÚBLICAS, QUE PROCUREM AS AUTORIDADES POLICIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, TANTO PARA
SABER O QUE ESTÁ SENDO FEITO, INCLUSIVE O INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA, PARA SABER O PORQUÊ DA DEMORA EM RELAÇÃO AO RESULTADO DO DNA; – REPASSAR ESSAS INFORMAÇÕES, PELA INTERNET E OUTROS MEIOS, PARA QUE MAIS GENTE POSSA AJUDAR NA BUSCA.
Já há mais de um mês, contando com o resultado conclusivo do DNA, que, pelo prazo previamente indicado, estaria para sair, com o apoio do deputado estadual Hamilton Pereira (o mesmo que apresentou, aceitando nossa sugestão, um Projeto de Lei na Assembléia Legislativa paulista, com o objetivo de criar um serviço melhor estruturado de busca às pessoas desaparecidas no estado), mantivemos uma conversa com o Dr. Arlindo Negrão, do DHPP, que é o Delegado Titular da Delegacia das Pessoas Desaparecidas em SP, tanto com o objetivo de alertá-lo para a necessidade haver um esforço no sentido de localizar a família do cadáver exumado em Guararema, antes do mesmo ser novamente enterrado, caso venha a se confirmar que não é o corpo da Sulamita, como para discutir caminhos no sentido de continuar a busca pela nossa filha.
Como resultado da conversa acima, a família decidiu pedir à Promotoria competente, no caso do Fórum de São Bernardo do Campo, a reabertura do inquérito, para que a Polícia Civil aprofunde as investigações relativas ao desaparecimento. Nosso pedido foi aceito pela Promotoria, mas o processo ainda não voltou para o Sexto DP daquela cidade, que é o responsável pelo caso. Até agora, nós, família da Sulamita, procuramos nos empenhar no sentido de tentar localizá-la, ainda que seja morta, como chegamos a pensar, quando vimos as fotos de Guararema; já pedimos apoio inclusive da Cruz Vermelha Internacional, através do seu representante que trabalha na localização de pessoas desaparecidas, no Rio de Janeiro. Entendemos que chegou a hora de haver um esforço, maior e mais qualificado, aí dependemos das autoridades públicas, para tentar descobrir canais que nos levem a eventuais pessoas e/ou instituições envolvidas com o seu desaparecimento; caso elas existam.
Com a esperança de sempre, em relação ao nosso reencontro – pai, mãe, irmã e filho, além dos familiares e amigos – agradeço em meu nome, da Elvira e da Rosinha, irmã de Sulamita, a todos(as), pelo que já fizeram por nós e, temos certeza, ainda irão fazer!
Um fraternal abraço,
Moacyr pinto






