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Escrito em pedra

Quem nunca na vida se sentiu sendo “arrastado” para algo sem muitas opções para escapar? Quem nunca se viu entrando num “mundo” ou situação indesejável e, apesar de esforços contra, mais tarde acabou cedendo e “indo de acordo com a onda”?

Venho de uma família católica-apostólica-romana e isso significa que passei minha infância ouvindo que tudo estava “no plano de Deus”, que nossa vida é escrita e toda nossa trajetória já estava definida antes mesmo de nascermos. “Bobagem”, eu pensava, não havia forma de acreditar que cada passo dado estivesse determinado antes, eu mesmo nunca soube o que faria no dia seguinte! A filosofia, claro, sempre tratou de temas relacionados a este e assim, inúmeros “caras” sempre dissertavam sobre como eramos livres, ou não, para fazermos nossas escolhas.

Ninguém nunca chegou a uma conclusão definitiva por um motivo muito simples: não há como compreendermos tudo que ocorre para além do plano material e sequer há provas da existência de algo além do plano material e, sem a contestação da existência de um Deus ou qualquer energia cósmica superior, torna-se impossível a certeza do quanto tal força poderia estar manipulando nossa vida.

Obviamente, não estou aqui para te dizer pra não pensar nisso: pelo contrário, estou aqui justamente para lhes convidar a teorizar um pouco (afinal, não existe uma certeza mesmo) sobre a existência ou não de um destino, seja determinado ou pré-determinado.

Seria nossa vida controlada?

É certo que para cada reação existe uma reação, mas até que ponto podemos ver as “coincidências” de nossa vida como reações à nossas escolhas e a partir de que ponto elas seriam coisas pré-determinadas por um destino ou cosmo? Se de um lado temos religiões que que afirmam que tudo foi determinado previamente em pedra e, de outro lado, temos uma ciência cética que afirma não haver nada além de coincidências neste mundo, temos também linhas de pensamentos que afirma que tudo não passa de consequências de ações tomadas sub-conscientemente e também linha de pensamento que afirmam existir pré-determinações, ou melhor, escolhas que terão de ser feitas (já pre determinadas) que nos levam a reações ainda não determinadas. Claro, que aqui eu coloco humildemente 4 linhas que me parecem distintas o bastantes, mas muitas outras existem entre elas (ou para além delas).

Visto as possibilidades, vivo na constante busca por formular no que devo acreditar, já segui todas em determinados momentos, hoje já não me parece tão importante saber no que acredito, mas continuo procurando eternamente a resposta.

E você, em quê você acredita? Determinismo, Pré-determinismo, Ceticismo ou causa-consequência?

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Filed in: Filosofia, Helder Pereira

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