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Eternidade

E  tudo esta ai num mundo que gira e o tempo que passa. E nós sempre atônitos diante da vida que nos envolve em seu manto de ilusões. E sonhos que não são. Sempre tive a doce ilusão de achar que ter é mais importante que ser.

Sinto o cheiro da terra das plantas quando desço de uma cachoeira com meus cinco sentidos em alertas. Pois em mata fechada há cobras. Sem nenhuma metáfora, cobras são cobras. Na madrugada reflito o existir e tento resistir a tudo que não nos importa.

Voltei a ler poesia. Tento aprender a ciência da meditação. Simples é não pensar,  mas somos um amontoado de teorias. Sempre achei que deveria viver só. Já sonhei com casas repletas de mulheres a me servir. Mas o que me valeria no fim de minha inexistência? Hoje descubro que já não escrevo por mera vaidade. O prazer esta em escrever para registrar nossa vivência. Existir existimos, mas realmente percebemos nosso existir?

Nunca fui não sou. Mero ser humano na busca por sobreviver. Eu paro. Desisto. Quero é viver. Tudo sonho. Mas na verdade pesadelo. Palhaço a declamar poema em praça pública por mera vaidade. E não sou. Sim voltarei as praças públicas, mas com a intenção de compartilhar, vivenciar e experimentar com o próximo. Sou parte sou todo e aprendo o real sentido de compartilhar. Que dia suave. A vida deve ser suave. Nunca apressada, sempre descansada. Chega de correr. De estar apressado. Estamos aqui há uma eternidade e assim continuaremos.

JOKA
joão carlos faria

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Filed in: Joka, Literatura, Poesia

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