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Faz sentido; faz sentido!

Acho que o raciocínio feito pela pessoa que escreveu o texto abaixo está correto; a única dúvida é que, aqui em SJosé dos Campos, os governantes municipais – demo-tucanos, juntamente com a elite que o sustenta (jornal, TV, ACI, Ciesp, etc) – podem sim, contrariando a´”lógica do capital”, querer “rasgar dinheiro”, para não “dar o braço a torcer”, e fazer “feio” perante à “classe média” muito bem cantada/denunciada pelo artista local, no Festival de Música da TV Cultura, há alguns anos. É essa classe média, maioria eleitoral na cidade, que tem dado sustentação eleitoral para Emanuel Fernandes e companhia. Emanuel Fernandes este que ignorou solenemente, para não dizer que remou contra, o Projeto da Região Metropolitana – ele e Ortiz, em Taubaté (outro cacique regional tucano, que não larga o osso) -; por isso, perdemos 10 anos de planejamento e ações regionais planejadas (diga-se d epassagem que Alkmin também bancou a posição de Emanuel e ortiz, em seus governos anteriores – somente agora, com a decad~encia nacional do PSDB, ele recuou).
Outros indicadores que eles rasgam, sim, dinheiro: 1) Os altíssimos salários que vêm pagando para uma porção de ex-ocupantes de cargos em comissão, que agora estão nomeados – mais solidamente e deixando os cargos comissionados da Prefeitura “mais livres” para outras negociatas – nas instituições criadas para “gerir” o Vicentina Aranha, o “PLanejamento Urbano” da cidade e, outras , criadas dentro do parque Tecnológico. Os vereadores sabem e podem, se quiserem, dar os nomes (e saalários, etc) aos bois! Ou não? 2) outro indicador é o fato do “governo local”, em função da sua arrogãncia e falta de jeito (tucano perde a pena mas não perde a empáfia) ter-se distanciado do Governo Federal, deixando de “buscar” o que é nosso por direito e que o Governo , Primeiro Lula e agora Dilma, não dificultam em nada, que são as parcerias, geralmente normatizadas de forma padronizada, sem beneficiar mais A ou B. Resumo da ópera: tomando o caso da geração de empregos; outro dia andei comparando a evolução do setor metalúrgico em S José dos Campos X Sorocaba, e descobri que, enquanto o número de empregados metalúrgicos da base do Sindicato de Sorocaba evoluiu de 22 mil para 40 mil nos últimos anos, o da base de S. José subiu apenas de, em torno de 39 mil para menos de 45 mil.´Se perguntados, é claro que os governantes daqui (e a sua imprensa) irão dizer que é culpa do Sindicato (lá em Sorocaba tem havido igual ou mais lutas sindicais do que aqui -até porque o movimento sidnical tende a fortalecer em “tempos de vacas gordas”; eles nunca se responsabilizam por nada. É desse tipo de dirigentes que precisamos?
Sim, o jornal Ovale (que chamou, outro dia, em letras garrafais, o Pinheiro de “acampamento” – por que será?) trouxe hoje, terça, 6/12/2011, talvez a solução para o “problema de consciência e compromisso com a elite” vivido pelos governantes tucanos de SJosé dos Campos: se o governo federal “comprar” a área do Pinheirinho, viabilizando a manutenção das famílias, os tucanos (e seus braços de sustentação) passarão a acusar o PT, a esquerda, d ealimentar os “vícios” dos que insistem em lutar (expondo suas próprias vidas) por um dinheiro elementar como a moradia, por mais modesta que seja; como é o caso do Pinheirinho. Feita a acusação, a “classe média” poderá continuar voytando nos tucanos, VANGUARDA DO ATRASO, da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país!
 
Moacyr pinto

Reintegração de Posse do Pinheirinho é blefe da direita
 

Desde que a juíza Márcia Loureiro de São José dos Campos decretou a reintegração de posse à massa falida da Selecta de Naji Nahas, da gleba do Pinheirinho, favela com quase 10.000 moradores de São José dos Campos há alguns dias atrás, vem ocorrendo um caloroso e muitas vezes agressivo, debate e confronto entre defensores da reintegração e defensores do direito dos moradores promovido e atiçado pelos meios de comunicação da região, em especial, jornal, rádio e tv.
De argumentos que vão do uso social da terra ao direito de propriedade, passando por ataques pessoais de ambas as partes, como os ataques ao bispo de São José, Dom Moacir que se posicionou à favor dos invasores, o bate-boca parece não ter fim, entretanto, pouca gente pára pra pensar no que tudo isso vai dar.
E o fato frio e real é que, independente das discussões e opiniões calorosas de cada um, essa reintegração nunca vai acontecer e por um razão muito simples, apesar de não tão óbvia: Não é de interesse de nenhuma das partes envolvidas a reintegração de posse da área!
Como assim? A Prefeitura não quer acabar com a favela que é seu calcanhar de Aquiles na questão habitacional? Os donos da terra não a querem de volta sua propriedade para pagar seus credores? A juíza não quer ver valer o peso de seu martelo? O Estado não quer evitar um massacre como o de Eldorado dos Carajás? O sindicato e seus envolvidos não querem garantir seu espaço político junto aos moradores? A resposta a essas e outras perguntas é NÃO! Pois se de fato acontecer a reintegração ela poderia até satisfazer os egos inflados de alguns, mas não seria economicamente interessante para ninguém e, como no capitalismo o que fala mais alto é o dinheiro, essa reintegração nunca vai passar de chantagem sobre a opinião pública de olho no cofre público.
Imaginem se, de fato, a liminar fosse cumprida à risca e essa multidão toda fosse expulsa de lá. Reintegrada a posse da terra,  a Selecta conseguiria pela área os valores astronômicos e muito fora do mercado pedidos pela mesma pela sessão da área à programas habitacionais ou mesmo o valor superfaturado estimado pela justiça em R$84 milhões? Seguramente não.  Boa parte do terreno é pantanoso (um brejo) e ainda outra grande parte é coberta por árvores (não chama Pinheirinho à toa) que simplesmente não podem ser derrubadas duma hora para a outra pela legislação ambiental; soma-se a isso o fato do terreno não reunir nenhuma infra-estrutura nem legalidade para seu loteamento ou uso comercial, o que implica em grandes custos para o aproveitamento do espaço que, na prática, reduziria consideravelmente o valor da gleba para algo em torno de R$20 milhões, muito abaixo dos R$84 milhões sugeridos pela juíza. Portanto, à Selecta, nem àqueles que, por baixo dos panos lucrariam com a supervalorização do imóvel se comprado pelo governo Federal para fins de habitação, a reintegração não interessa em nada.
O governo do Estado de São Paulo também não teria nenhuma vantagem em consumar a reintegração pois, ao recorrer ao uso da força por meio da polícia militar para despejar esse enorme contingente de pessoas, correria o sério risco disso se transformar num massacre, nada bom para a imagem pública do governo nacional e internacionalmente, explicitando seu caráter opressor;
Os sindicatos, partidos e entidades envolvidas na defesa dos moradores do Pinheirinho, também teriam uma imensa perda de capital político com a reintegração, assim como perderiam seus espaços de negociação, interlocução e intermediários entre poder público (executivo e judiciário) e empresa envolvida, não sobrando bandeiras nem recursos $$ à se negociar usando as pesssoas realmente necessitadas que lá residem como massa de manobra;
A prefeitura de São José dos Campos, apesar de oficialmente declarar-se pró-reintegração (afinal, tem de entoar discurso à classe média conservadora, seu principal reduto eleitoral) se ela ocorre-se de fato, teria um imenso pepino nas mãos pois, o que fazer com as quase dez mil pessoas lançadas nas ruas da cidade sem moradia nem programas sociais e habitacionais que as absorva? Mesmo essa falácia toda de que a maioria das pessoas que no Pinheirinho residem tenham vindo de outros estados, já residem há mais  de 5 anos na cidade, tendo vínculos com a mesma, como emprego, escola dos filhos, FILHOS JOSEENSES entre outros, o que as torna tão cidadãos joseenses como qualquer migrante, tal os mineiros que vieram nos anos 70 em busca de empregos e oportunidades, e os árabes dos quais o prefeito descende (afinal Cury não é nome tupiniquim) e que estão entre os responsáveis pelo sucesso da cidade. Portanto, também à prefeitura, em termos práticos, a reintegração da posse do Pinheirinho é um problema e não uma solução.
Aos moradores então nem se fala! O que seria de suas vidas se fossem despejados duma hora para a outra? Iriam morar onde? Como ficariam seus empregos? Como ficariam seus filhos? E não adianta o discurso demagogo de muitos de que essas pessoas lá estão para especular e ganhar seu lote de graça pois supostamente teriam casas próprias na região, as quais alugam para viver de renda. Quem em sã consciência moraria numa favela se tivesse opção física e econômica de morar num bairro seguro e com infra-estrutura social? Quem dentre eles seria estúpido o suficiente para não saber que ao Estado não é permitido dar posse de terra a quem já possua imóvel? As pessoas que lá estão, salvo raríssimas exceções, lá estão não porque veem no Pinheirinho um oásis, mas por total falta de opção. Portanto, também a elas, que vivem em constante tensão, vítimas do terrorismo do Estado, a integração é ruim.
Então porque todo essa bafafa?
A idéia é bem simples (apesar de volúvel e criminosa): Forçar a  União a assumir a situação, por meio do Ministério das Cidades resolvendo a base de muita grana o problema criado pelo outros (política habitacional e fiscal ineficiente da prefeitura; dívidas da empresa laranja de Naji Nahas junto aos seus credores; uso político de partidos radicais; especulação imobiliária entre tantos outros).
Comprando a gleba para evitar o pior (um massacre humano de proporções incalculáveis promovido pelo governo do Estado de São Paulo na reintegração da propriedade) por um preço ultra-mega supervalorização, todo mundo que grita de todo lado sai contente: Sindicatos e seus partidos usarão o caso como uma vitória inconteste; os moradores ganharão seu legítimo direito à habitação; a prefeitura terá o problema do Pinheirinho criado pela sua política xenófoba e especulativa resolvido pelos outros e ainda tirará dividendos do serviço; o governo do Estado tirará de seus ombros o risco de se queimar ao usar a força do Estado contra civis inocentes, na maioria mulheres e crianças, além de não ter de arcar com gastos em habitação por meio da CDHU, vez que o governo federal bancaria o problema; os donos do terreno receberiam uma fortuna por uma propriedade de fundo perdido e, MUITA GENTE OCULTA NAS SOMBRAS, e que tem bancado toda essa chantagem social, MONTAR NUMA GRANA ALTA, fruto do rateio do dinheiro pago à mais pela gleba, algo que gira em mais de 50 milhões de reais, dinheiro mais que suficiente para comprar muita consciência e sentença por ai.
Portanto, não nos desgastemos tanto debatendo uma novela onde todos estão encenando, pois essa lenga-lenga do Pinheirinho  visa, no fundo, engordar a leitoa e enfeitar o pinheirinho de Natal de muita gente com o nosso suado dinheirinho e que não é nem um pouco necessitada como o povo do Pinheirinho . Ho Ho Ho.
Franklin Maciel

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Filed in: Política e Sociedade

One Response to "Faz sentido; faz sentido!"

  1. Elizabeth disse:

    Realmente faz muito sentido!
    Parabéns a todos os que pensam e estão ligados ao que acontece, ao que realmente é.
    As pessoas estão sendo usadas o tempo todo e seguem cegamente o que o mestre manda.
    Devemos ficar espertos com todo o teatro espalhado, apenas para nos distrair, enquanto cortam o bolo e fazem a festa.
    Mais uma vez, parabéns aos que refletem…

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